Por Stella Ferrari — Em um movimento que reorganiza o motor da governança do banco, a direção do Monte dei Paschi di Siena (Mps) trabalha sobre uma longa lista de 30 nomes que será progressivamente comprimida até formar a composição definitiva do Cda. O percurso previsto é claro: dos 30 candidatos se chegará a 20, e então à short list de 15 nomes que será submetida à assembleia marcada para 15 de abril.
Na lista inicial aparecem figuras de peso que também seriam apreciadas pelo regulador europeu: Corrado Passera, fundador do Illimity; Fabrizio Palermo, atual CEO da Acea; e Carlo Vivaldi, conselheiro do board da Mediolanum e ex-executivo do Unicredit. Entre os candidatos, segundo fontes próximas ao dossiê, também figuram nomes institucionais relevantes e quadros com histórico em grandes grupos industriais e financeiros.
Além desses, a relação inclui o atual presidente, Nicola Maione, e o atual administrador-executivo do Mps, Luigi Lovaglio, ambos potenciais integrantes da lista reduzida a ser divulgada até o fim de fevereiro. Ainda constam entre os nomes citados: Simonetta Iarlori (com passagens por Leonardo e Cassa Depositi e Prestiti), Fabio Cicogna Genovese, Sabrina Saccomandi, Francesca Pace e Francesco Minelli.
O elenco também traz responsáveis já presentes no board do banco: Domenico Lombardi, Marcella Panucci, Renato Sala e Elena De Simone. A intenção da direção é conduzir uma seleção técnica e política que responda tanto às exigências de mercado quanto às expectativas dos supervisores europeus, equilibrando experiência executiva, independência e conhecimento regulamentar.
Do ponto de vista estratégico, a compressão da lista funciona como um processo de calibragem — semelhante à afinação de um motor de alta performance — onde cada nome é avaliado por sua capacidade de entregar governança robusta e restabelecer confiança junto a investidores e reguladores. O cronograma prevê que a lista de 30 seja reduzida a 20 para, até 5 de março, chegar à relação final de 15 candidatos a ser levada ao voto em 15 de abril.
Para o mercado e para quem acompanha a reestruturação do setor bancário italiano, os próximos dias são decisivos. A seleção dos conselheiros do Cda terá impacto direto sobre a percepção de risco da instituição e sobre a estratégia de longo prazo do banco, em um momento em que as freios fiscais e as políticas macroeconômicas europeias exigem governança ágil e clara. Seguiremos acompanhando com análise crítica e foco na performance.
Fontes: Adnkronos e comunicações internas ao dossiê.






















