MPS (Monte dei Paschi di Siena) lançou uma nova emissão obrigacionária com vencimento em 22 de janeiro de 2030, atraindo uma demanda total superior a €2 bilhões. A operação, destinada exclusivamente a investidores institucionais, faz parte de uma estratégia para reforçar a posição financeira do banco em um momento de mercado particularmente receptivo a emissões bancárias.
A procura pelo título foi sólida, com pedidos que excederam os €2 bilhões e que incluíram uma participação de €80 milhões proveniente dos lead managers. As primeiras indicações de rendimento apontavam para um prêmio de 37 pontos base sobre a curva midswap; o preço definitivo foi programado para ser estabelecido até o encerramento do dia operacional.
O papel, dotado de perfil creditício elevado, tem rating esperado de Aa2 por parte da Moody’s e de AA+ por Fitch, refletindo a perceção de risco reduzido e a confiança dos mercados na capacidade de capital e liquidez da instituição.
A emissão foi coordenada por um consórcio de bancos internacionais e domésticos: a Mediobanca atuou como global coordinator, enquanto como joint bookrunners participaram Commerzbank, Crédit Agricole CIB, Santander, UBS, UniCredit e a própria MPS. Trata-se de uma operação benchmark, com prazo quadrienal, que complementa o recente sucesso do banco no mercado: em novembro de 2025 foi colocada uma obrigação green de €500 milhões com vencimento em 2032, também com procura muito robusta (pedidos cerca de quatro vezes superiores à oferta).
O movimento da MPS não é isolado. No início de 2026, várias grandes empresas italianas — entre elas Enel, Eni, Snam, UniCredit e Generali — têm acelerado programas de emissão de dívida para aproveitar condições de financiamento favoráveis. A motivação comum é otimizar a estrutura de capital, alongar o perfil das maturidades e reduzir a exposição a riscos de refinanciamento futuro.
Do ponto de vista estratégico, a operação funciona como uma calibragem precisa do balanço: é a engenharia de políticas de dívida em ação, onde o ajuste das curvas de vencimento e a gestão ativa dos custos permitem ao banco reduzir vulnerabilidades e melhorar a previsibilidade de caixa — como um motor que redesenha a performance do veículo financeiro em estrada reta e eficiente.
Com ratings aguardados em patamares elevados e um nível de subscrição robusto, a emissão reconfirma a evolução da MPS em direção a uma maior resiliência de mercado e a capacidade de acessar financiamento institucional em termos competitivos.






















