Por Stella Ferrari — A terceira edição do Italian Investment Council, promovida pela Remind — Associação das Boas Práticas dos Setores Produtivos da Nação — reafirmou seu papel como plataforma estratégica de encontro entre instituições e empresas. O evento reuniu representantes institucionais nacionais, internacionais e locais, além de empresários, gestores, especialistas e profissionais, com a finalidade clara de mapear desafios e converter oportunidades em iniciativas concretas de crescimento econômico, sustentável, social e cultural para a Itália.
O evento foi aberto pela mensagem do Presidente do Conselho, Giorgia Meloni, que qualificou o Italian Investment Council como “uma preciosa plataforma de confronto entre o público e o privado para analisar as perspectivas de desenvolvimento da Nação e identificar as soluções mais eficazes para atrair investimentos e sustentar o crescimento”. Na sua comunicação, Meloni sublinhou que, desde o início da legislatura, o Governo atuou ao lado das empresas para criar condições que lhes permitam competir internacionalmente, procurando assegurar continuidade nas políticas públicas, valorizar o Made in Italy, reforçar cadeias produtivas estratégicas e apoiar a inovação.
Segundo a primeira-ministra, a estabilidade e a credibilidade da atual administração devolveram à Itália um grau de atratividade junto a investidores estrangeiros. E, acrescentou, os fluxos de capital externo não podem ser avaliados apenas pelo seu peso econômico imediato: “Devem traduzir-se em crescimento real e duradouro, maior segurança, oportunidades concretas para os territórios, emprego estável e novas perspectivas para as gerações jovens” — uma meta que exige cooperação entre todos os atores do sistema.
O debate prosseguiu com intervenções de convidados internacionais. Raffaele Fitto, vice-presidente executivo da Comissão Europeia, destacou a urgência de manter espaços de diálogo estruturado entre instituições, empresas, investidores e especialistas. Em sua avaliação, o atual contexto geopolítico é altamente dinâmico e complexo; as transformações econômicas, tecnológicas e internacionais estão acelerando em ritmo sem precedentes, exigindo que as políticas públicas sejam calibradas com agilidade — como uma calibragem fina em um motor de alta performance — para preservar competitividade e coesão.
Em linha com essa leitura, foram enfatizados dois vetores decisivos: a necessidade de políticas europeias que favoreçam o bom funcionamento do mercado único e instrumentos que fortaleçam a competitividade das empresas italianas no exterior; e a importância de traduzir os investimentos em resultados tangíveis para territórios e cidadãos. O argumento central é técnico e pragmático: não basta atrair capital, é preciso garantir que ele propulse a economia real, gere empregos duradouros e sustente cadeias de valor estratégicas.
O encontro serviu também como termômetro para avaliar a aceleração de tendências-chave — digitalização, transição energética, resiliência das cadeias produtivas — e para ajustar o desenho de políticas públicas que facilitem a execução de projetos de grande escala. A troca entre setor público e privado foi tratada como um mecanismo de alta eficiência: quando bem alinhados, esses polos podem funcionar como pistões complementares que impulsionam o motor do crescimento nacional.
Ao final, os organizadores reforçaram o compromisso em transformar as contribuições do fórum em recomendações operacionais, com prioridade para medidas que promovam estabilidade regulatória, estímulo à inovação e atração de capital qualificado. Em suma, a edição 2026 do Italian Investment Council consolidou-se como uma plataforma de coordenação essencial para quem busca orientar a recuperação e a modernização da economia italiana em um cenário global cada vez mais competitivo.






















