Por Stella Ferrari — Em Rimini, durante o International Ho.Re.Ca. Meeting, o deputado Mirco Carloni, presidente da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, reafirmou a necessidade de dar impulso estratégico à cadeia produtiva do setor alimentar fora do lar. No painel intitulado “Mercato dei consumi fuori casa fra carovita e inflazione. Tendenze e best practice per andare oltre la crisi”, organizado pela Italgrob — Federação Italiana dos Distribuidores Ho.Re.Ca. — Carloni destacou que a recuperação e o fortalecimento do setor não são apenas uma questão econômica, mas um projeto de renovação social e profissional.
Segundo o parlamentar, nos últimos anos houve crescimento no faturamento dos consumos fora de casa, acompanhado por uma valorização da reputação do complexo agroalimentare italiano, que abrange desde a produção até a distribuição e a somministrazione. “O alimento é o primeiro produto verdadeiramente italiano”, afirmou Carloni, sublinhando que o reconhecimento da cozinha italiana como patrimônio da UNESCO ampliou a visibilidade global do setor e reforçou a conexão com o mundo agrícola.
Em linguagem direta e estratégica, Carloni advertiu sobre os riscos das dinâmicas recessivas no consumo: quando a procura recua, existe o perigo concreto de uma filiera que penaliza trabalhadores e reduz profissionalidade. “É imprescindível que a cadeia cresça”, disse, “de modo a gerar occupazione, professionalità, valor e riqueza”. A mensagem é clara para gestores, distribuidores e decisores de política: a calibragem das políticas públicas e a cooperação entre atores privados são fundamentais para manter o motor da economia funcionando sem entraves.
Como economista com foco em alta performance, vejo nesta intervenção uma leitura correta do cenário: a expansão do mercado Ho.Re.Ca. requer não apenas capital, mas desenho de políticas que atuem como componentes de engenharia — calibrando juros setoriais, incentivos fiscais e formação profissional para transformar tendência em aceleração sustentável. Programas de capacitação técnica, incentivos à contratação qualificada e investimentos em cadeia logística podem ser os “pistões” que elevam a potência produtiva do sistema.
Além disso, a dimensão social ressaltada por Carloni não pode ser subestimada. O setor agroalimentar sustenta territórios, gera empregos de proximidade e preserva saberes locais. A estratégia correta deve, portanto, combinar competitividade e proteção social: promover inovação e eficiência sem romper com a qualidade do trabalho e a profissionalidade dos operadores.
O encontro em Rimini, promovido pela Italgrob, foi um palco apropriado para confrontar desafios como o carovita e a inflação, e para mapear tendenze e melhores práticas capazes de levar o setor além da crise. A proposta de Carloni é uma agenda prática: construir uma filiera in crescita que seja sustentabilidade econômica e social, gerando valor tangível para produtores, distribuidores e profissionais do serviço.
Em suma, a intervenção do presidente da Comissão de Agricultura traça um caminho de ação coordenada — uma verdadeira arquitetura de políticas e iniciativas privadas que, se bem calibradas, permitirão ao setor acelerar com segurança rumo a um novo patamar de profissionalismo e prosperidade.
Stella Ferrari — Economista sênior, voz de economia e desenvolvimento da Espresso Italia.






















