Na pré-estreia do docufilm dedicado a Ambra Sabatini, o presidente do CONI, Luciano Buonfiglio, traçou uma leitura estratégica sobre o papel das infraestruturas e do esporte no processo de desenvolvimento nacional. “As Olimpíadas representam a história; as Autostrade representam a história da Itália. Desde os anos 60 foram construídas estradas que contribuíram decisivamente para o crescimento do País”, afirmou Buonfiglio durante a projeção em avant-première de “Ambra Sabatini. A un metro dal traguardo”, produzida com a colaboração da Aspi – Autostrade per l’Italia, no Salone d’Onore di Casa Italia, na Triennale de Milão.
Na avaliação do dirigente, a relação entre o Comitato Olimpico e as concessionárias de infraestrutura funciona hoje como um mecanismo de confiança e investimento: um verdadeiro motor para a economia, que permite a aceleração de tendências positivas e a construção de certezas em momentos de mudança. “Autostrade e o Comitato Olimpico, neste momento particular, são um connubio de sucesso: são protagonistas e construtores de certezas”, declarou Buonfiglio, com o tom firme de quem observa a calibragem fina das políticas públicas e privadas que movimentam o País.
O documentário, lançado no calendário de preparação para os Giochi Olimpici e Paralimpici Milano Cortina 2026, conta a história de superação e reabilitação da atleta paralímpica Ambra Sabatini. Depois de um grave acidente de trânsito que levou à amputação da sua perna esquerda ao nível do joelho, Sabatini encontrou forças para se reerguer e transformou a adversidade em alta performance esportiva. Seu percurso inclui múltiplas medalhas de ouro, o papel de porta‑bandeira da Itália nos Jogos de Paris 2024 e a quebra do recorde mundial nos 100 metros, exemplos visíveis de resiliência aplicada.
Buonfiglio partilhou um relato pessoal: “Sou privilegiado porque vi a Ambra Sabatini competir quando venceu. Procuro emocionar‑me todos os dias para viver intensamente. Ela é uma das minhas emoções.” A declaração mistura a admiração institucional com uma leitura quase estratégica — como a observação precisa de um motor que responde à correta calibragem.
Em tom sofisticado, mas sem academicismo, Buonfiglio colocou o episódio no quadro mais amplo da imagem da Itália no cenário global: infraestrutura e esporte como eixos que impulsionam trabalho, crescimento e projeção externa. A parceria entre entidades esportivas e empresas como a Aspi assume, assim, uma dimensão de política pública prática, capaz de gerar efeitos multiplicadores no desenvolvimento, na coesão social e na reputação do País.
O evento na Triennale também serviu para reforçar a mensagem de que projetos culturais e narrativas humanas — como a de Ambra Sabatini — são ferramentas estratégicas para a preparação dos grandes eventos esportivos que vêm por aí. Em uma economia onde é preciso dosar acelerador e freios com precisão, a história de Sabatini é lembrada como um exemplo de engenharia emocional que inspira políticas e investimentos.





















