O Conselho de Administração da BPER Banca, presidido por Fabio Cerchiai e reunido em 4 de fevereiro de 2026, aprovou os resultados consolidados e individuais ao 31 de dezembro de 2025: um exercício que, apesar de um cenário macroeconômico e geopolítico marcado por instabilidade, mostrou elevada capacidade de execução e desempenho superior às expectativas do mercado.
O destaque central é o lucro líquido recorde de €2,1 bilhões, equivalente a um crescimento de 26,6% em relação ao período anterior. Os proventos operacionais atingiram €6,6 bilhões, superando a guidance de €6,4 bilhões, e o Conselho deliberou um dividendo de €0,65 por ação, cuja soma referida no documento alcança €62,8 milhões.
Segundo o CEO Gianni Franco Papa, “o ano de 2025 foi de trabalho intenso: completamos a operação sobre a Banca Popolare di Sondrio e expandimos o negócio, mantendo o foco na entrega dos objetivos do Plano Industrial”. Papa ressaltou a origem da performance: crescimento de volumes e comissões, novas concessões de crédito a famílias e empresas superiores a €25 bilhões, solidez patrimonial e elevada qualidade dos ativos — resultados que traduzem uma calibragem eficaz entre risco e retorno, como em um motor financeiro perfeitamente ajustado.
No perímetro de consolidação, a Banca Popolare di Sondrio passou a integrar linha a linha desde 1º de julho de 2025, contribuindo para os números consolidados: margem de juros de €3,8 bilhões e comissões líquidas de €2,4 bilhões. Os dividendos recebidos também são apontados em €62,8 milhões, e o resultado líquido da atividade financeira foi positivo em €127,4 milhões.
O total dos proventos operacionais líquidos alcançou €6,6 bilhões, com oneração operacional pouco acima de €3 bilhões, resultando em um cost/income de 45,7%. O custo do crédito manteve-se contido, em 24 pontos base, demonstrando uma gestão de risco conservadora e focada em eficiência. As despesas relacionadas à integração e os impactos da PPA (Purchase Price Allocation) somaram €470,3 milhões brutos de imposto.
Do ponto de vista estratégico, Papa evidenciou o reposicionamento territorial e comercial do Grupo: presença mais capilar nas regiões do Norte de maior produtividade e forte penetração nos segmentos de particulares, empresas e gestão de patrimônios. “Entramos em 2026 com orientação inalterada ao resultado, prontos a completar o processo de integração e a continuar a gerar valor para acionistas, clientes e territórios”, concluiu o CEO.
Em termos de leitura macroeconômica, a performance da BPER Banca atua como um indicador de aceleração setorial: apesar dos freios externos — volatilidade geopolítica e pressões inflacionárias — o banco conseguiu converter expansão de crédito e receitas recorrentes em rentabilidade robusta. A precisão na integração de aquisições e a gestão disciplinada do custo do crédito equivalem a uma correta calibragem de juros e amortecedores de risco, essenciais para manter a tração sustentável do grupo.
Para investidores e stakeholders, o balanço reforça duas mensagens claras: primeiro, a habilidade operacional de transformar sinergias em resultados; segundo, uma governança orientada para a criação de valor no médio prazo, com políticas de dividendos prudentes e compromisso com a solvência.
A BPER Banca fechou 2025 com números que validam o desenho do seu Plano Industrial e apontam para uma sequência de crescimento controlado em 2026 — uma combinação de engenharia financeira e execução disciplinada que serve de benchmark em um setor onde a precisão operacional é tão valiosa quanto o capital.





















