Bolsas positivas: tecnologia e petróleo impulsionam mercados europeus
Os mercados respiram após a forte sessão de ontem: o Dow Jones atingiu novo recorde em Nova Iorque e a Piazza Affari registrou o maior patamar desde 2000. Hoje, a praça milanesa mantém a tendência de alta, subindo 0,46%, com o FTSE MIB rondando os 46.000 pontos. Esta leitura confirma uma aceleração das tendências setoriais observadas nas últimas sessões.
O quadro no restante da Europa é misto: Frankfurt avança +0,45%, Londres salta +0,85%, enquanto Paris apresenta ligeira queda de –0,28%. Essa dispersão sinaliza que, embora o motor da economia global esteja a todo vapor, a calibração de riscos setoriais continua a operar como freios e aceleradores distintos na abertura desta semana.
No centro das atenções em Milão estão os papéis de tecnologia e saúde: Diasorin sobe +3,65% e STMicroelectronics ganha +2,40%, elevando para +8% o ganho acumulado do ano para a fabricante de chips. O setor de microchips foi também o catalisador dos máximos históricos nos mercados asiáticos, impulsionando Seul e Tóquio na sessão noturna. Em contrapartida, os maiores recuos na bolsa italiana ficaram por conta de Nexi (-1,42%) e Amplifon (-0,90%).
As ações ligadas ao setor energético e à defesa continuam a apresentar desempenho robusto: Tenaris sobe +1,16% e Saipem +1,59%, refletindo uma recuperação nos títulos ligados ao petróleo. No segmento de defesa e construção naval, Leonardo avança +0,29% e Fincantieri +0,98%. Esses movimentos ilustram uma recalibragem de portfólios onde exposição a energia e segurança industrial ganha tração.
Entre os destaques europeus, a polonesa InPost registra forte salto de +18% após comunicar ter recebido uma oferta de aquisição — o comprador, porém, não foi revelado. Outro movimento relevante foi a alta de +7% da dinamarquesa Novo Nordisk, que obteve autorização para comercializar nos Estados Unidos o primeiro medicamento contra a obesidade de nova geração administrado por via oral, alternativa aos fármacos injetáveis.
Os futuros de Wall Street operam praticamente estáveis, com o contrato do S&P 500 em +0,03%. Ontem, o Dow Jones fechou em alta de +1,23%, reforçado por um rali em ações petrolíferas — entre elas, a Chevron, que subiu +5%, beneficiando-se também da presença operacional em Venezuela.
Do ponto de vista estratégico, a leitura é clara: a combinação entre avanços tecnológicos, recuperação de preços de commodities e notícias corporativas específicas está imprimindo uma trajetória de alta prudente, onde a calibragem de juros e as políticas fiscais se mantêm como variáveis críticas a monitorar. Como estrategista, vejo nesta fase um design de políticas que favorece seletividade — privilegie exposição aos setores com dinamismo fundamental e risco regulatório controlado.






























