As bolsas europeias seguiram a sessão em terreno desfavorável depois da divulgação dos indicadores de atividade no Velho Continente. O índice PMI da zona do euro em janeiro ficou em 51,5, mantendo-se estável em relação a dezembro, mas abaixo das estimativas dos economistas — sinal de que a recuperação econômica é mais frágil do que o esperado.
Em termos de mercado, a Piazza Affari registrou queda de cerca de meio ponto percentual, enquanto Paris também mostrou desempenho negativo. Londres e Frankfurt, por sua vez, operaram marginalmente acima da paridade, em um dia de divergências entre praças. Esse comportamento ressalta a necessidade de calibragem fina na leitura dos dados macro: como em um motor de alta performance, pequenos ajustes nas expectativas podem alterar a tração dos ativos.
No mercado doméstico, houve movimentos de correção setorial. Ações de Leonardo e Fincantieri ensaiaram um rali de recuperação após as perdas do pregão anterior, refletindo uma recomposição técnica. Em contrapartida, Banca Monte dei Paschi recuou depois da reunião do conselho de administração, com investidores reavaliando cenários de governança e capital.
Olhos voltados também para os Estados Unidos: os futures para Wall Street sinalizavam viés negativo, com destaque para o forte recuo no pré-mercado da Intel. As projeções de receitas e lucros do fabricante de chips ficaram aquém das expectativas dos analistas, frustrando a esperança de uma aceleração dos ganhos trazida pelos novos produtos.
Paralelamente, a busca por refúgio segue sustentando a escalada nos metais preciosos. O ouro aproxima-se da marca de US$ 5.000 por onça, enquanto a prata atingiu novos recordes, flertando com os US$ 100 por onça — nível aproximadamente três vezes superior ao registrado há um ano. Esse movimento revela que investidores estão recalibrando portfólios diante de tensões geopolíticas e incertezas macro, testando os freios fiscais e monetários das principais economias.
Em síntese, o quadro atual aponta para uma recuperação com tração reduzida: os indicadores de atividade não deram a aceleração esperada, enquanto fatores externos — desde guidance corporativo decepcionante até a geopolítica — alimentam a procura por ativos considerados porto seguro. Para gestores e estrategistas, a palavra de ordem é prudência e ajuste fino na alocação, como quem regula uma transmissão de alta precisão para manter a eficiência sem sacrificar a estabilidade.
Assinado, Stella Ferrari — voz de economia e desenvolvimento da Espresso Italia.






















