ASX 200 fechou em queda nesta terça-feira, recuando 0,5% para 8.682 pontos e rompendo abaixo da sua média móvel de 50 dias, mesmo com um rali em Wall Street que levou o Dow a uma nova máxima histórica. O dia trouxe movimentos mistos entre setores e destaques individuais como a gigante do aço BlueScope, que registrou ganhos expressivos após ser alvo de uma oferta de aquisição bilionária.
O mercado doméstico terminou com 82 ações em alta, seis estáveis e 112 em baixa. No panorama setorial, Materiais Básicos liderou os ganhos, avançando 1,5%, seguida por Industriais (+1,4%) e Energia (+0,6%). Na ponta oposta ficaram Utilidades, com queda de 1,6%, Bens de Consumo Não Cíclico (-1,4%) e Financeiros (-1,3%).
Entre os papéis do ASX200, os maiores ganhos foram registrados por BlueScope (+20,6%), DroneShield (+18,1%) e Liontown (+14,5%). Os destaques negativos incluíram Silex Systems (-32,9%), Lovisa (-4,4%) e Judo Capital Holdings (-3,9%).
O dólar australiano firmou leve alta, subindo 0,3% para 67,31 centavos de dólar norte-americano, refletindo o fluxo de capitais e o comportamento das moedas frente ao cenário global.
BlueScope: a siderúrgica foi o grande foco do pregão depois que surgiu uma proposta de compra avaliada em bilhões de dólares. A notícia impulsionou as ações da empresa, que saltaram mais de 20% em um único pregão, numa demonstração da sensibilidade dos investidores a ofertas de aquisição que podem redefinir a governança e estratégia das companhias listadas.
Contexto internacional: mesmo com o bom desempenho de Wall Street, que colocou o Dow Jones em nova máxima, a Bolsa australiana não repercutiu o mesmo otimismo de forma generalizada. Entre as leituras globais que influenciaram os mercados, destaque para a forte valorização do cobre e sinais de aperto no abastecimento de semicondutores.
O metal vermelho voltou a registrar máximas históricas, sustentado por preocupações com interrupções em minas e um cenário de oferta mais apertado. O contrato de cobre mais negociado na Bolsa de Futuros de Xangai subiu 3,48% para 103.910 yuans por tonelada (cerca de US$22.122) por volta das 14h10 AEDT, reforçando a pressão sobre preços de commodities cruciais para a indústria global.
Samsung também apareceu no radar dos investidores: a gigante sul-coreana de eletrônica deve anunciar um salto de cerca de 160% no lucro operacional do quarto trimestre, estimado em 16,9 trilhões de won (aproximadamente US$11,7 bilhões), impulsionado pela alta nos preços de chips de memória e pela demanda crescente por produtos ligados à inteligência artificial. Alguns analistas chegaram a elevar previsões acima de 20 trilhões de won, em função do aperto no fornecimento de semicondutores e do avanço tecnológico que sustenta a demanda.
Esses fatores internacionais se misturaram a notícias corporativas e a movimentação de capital local, resultando em um pregão de divergências: enquanto setores ligados a matérias-primas e tecnologia se beneficiaram, segmentos defensivos e financeiros sentiram pressão.
Observação: este conteúdo não constitui recomendação de investimento. Ele resume acontecimentos do pregão e informações corporativas divulgadas publicamente.
Fique atento: a equipe de negócios continuará acompanhando as repercussões das ofertas corporativas e dos indicadores globais nos mercados australianos e trará atualizações nos próximos dias.































