Por Chiara Lombardi — O Prêmio Wondy para a Literatura Resiliente anunciou os seis finalistas de sua IX edição, traçando um painel literário que funciona como um espelho do nosso tempo. A seleção, feita pelo Comitê Promotor em conjunto com leitores da associação ‘Wondy Sono Io’ e coordenadores nomeados, aponta obras que exploram a resistência individual e coletiva com linguagem e intensidade diversas.
Os títulos que seguem para a avaliação da Júri técnica são: Da solo (Neri Pozza) de Novità Amadei, L’alba della nostra libertà (Fazi) de Barbara Cagni, Donnaregina (Mondadori) de Teresa Ciabatti, Casa, dolce casa (Guanda) de Andrea Kerbaker, Cartagloria (Adelphi) de Rosa Matteucci e Lo sbilico (Einaudi) de Alcide Pierantozzi. Cada obra representa um recorte diferente daquilo que costumamos chamar de resiliência, desde trajetórias íntimas até inquietações sociais.
A composição da Júri técnica deste ano reúne vozes do jornalismo, da academia, do mercado editorial e da publicidade: Gaia Tortora (presidente), Gianni Turchetta (vice-presidente), Luca Dini, Francesca Giannone, Chiara Moscardelli, Emanuele Nenna, Silvia Nucini e Dario Voltolini, este último vencedor do Prêmio Wondy em 2025. A pluralidade do júri promete leituras críticas que vão do contexto literário aos ecos culturais mais amplos.
A final será celebrada na serata final marcada para segunda-feira, 20 de abril, no Teatro Manzoni em Milão, onde a obra vencedora será premiada com 5.000 euros e uma tela do artista Luca Tridente. As telas doadas em edições anteriores foram incluídas no Catalogo dell’Arte Moderna (Editoriale Giorgio Mondadori), um gesto que traduz a conexão entre literatura e artes visuais — um reframe que enriquece o arquivo cultural do prêmio.
Alessandro Milan, presidente da associação ‘Wondy Sono Io’, ressaltou que os livros finalistas desta nona edição confirmam como a literatura pode trilhar caminhos íngremes da vida sem perder a qualidade narrativa. Em suas palavras, a resiliência — termo facilmente desgastado — ganha aqui um lugar de destaque, emergindo tanto em vicissitudes pessoais quanto coletivas narradas pelos autores finalistas.
O Prêmio Wondy foi criado em 2018 em memória de Francesca Del Rosso (1974-2016), conhecida como Wondy, jornalista e escritora autora de ‘Wondy. Ovvero come si diventa supereroi per guarire dal cancro’ (Rizzoli, 2014), obra que contou sua experiência com a doença com humor e coragem. A premiação, promovida pela associação ‘Wondy Sono Io’, tem como objetivo difundir a cultura da resiliência em todas as suas formas e é realizada com o apoio do Banco BPM (main sponsor), do Gruppo Lavazza e de Masi Agricola. O Gruppo Il Sole 24 ORE e a revista F atuam como media partners.
Mais informações sobre prazos, programação e eventos paralelos podem ser consultadas no site oficial da associação: www.wondysonoio.it. Nesta edição, o prêmio reafirma seu papel como uma lente cultural: não apenas premiar textos, mas mapear o modo como a literatura contemporânea enfrenta e reformula o conceito de sobrevivência coletiva — o roteiro oculto de uma sociedade que busca se recompor.





















