Eugenio Cardi retorna ao cenário literário com Quell’estate a Tangeri – Derive di seduzione esistenziale, uma obra que transforma a geografia afetiva da juventude em palco para um drama de formação. Publicado pela Santelli Editore e distribuído pela Messaggerie Libri, o romance coloca no centro da cena a cidade marroquina que sempre funcionou como espelho e enigma: Tangeri.
O protagonista, Pierre Bernheim, tem vinte anos e carrega uma **tédio existencial** que o segue como sombra. Forçado a acompanhar o pai, cônsul-geral, em Tangeri no verão de 2025, o jovem parisiense vê sua estação de exílio metamorfosear-se numa temporada decisiva. A cidade — ao mesmo tempo europeia e africana, entre Mediterrâneo e Atlântico — age como um receptor capaz de revelar dissonâncias íntimas e potencialidades inesperadas: uma verdadeira personagem do enredo, segundo o autor.
No centro do itinerário emocional de Pierre estão três mulheres que reconstroem, por contraste e contato, sua identidade. Camille Valois, parisiense provocante e inatingível, o arrasta para uma espiral de desejo e frustração; Mercedes, filha do cônsul espanhol, aparenta perfeição enquanto abriga segredos profundos; e Yasmine, guia turística marroquina, personifica a autenticidade e a sabedoria local. Entre esses afetos cruzados, o leitor acompanha paixões, enganos e epifanias.
O romance movimenta-se por espaços simbólicos: o Tangerine — bar enigmático frequentado por contrabandistas e expatriados — e os becos noturnos da Medina. Esses cenários operam como cenários de transformação, onde o roteiro oculto da sociedade se desenha em pequenos gestos e silêncios. Cardi constrói uma narrativa que é, simultaneamente, estudo psicológico e fábula de iniciação: crescer significa perder certezas para, talvez, ganhar autenticidade.
Residindo em Roma, Eugenio Cardi é autor de doze romances já publicados na Itália e no exterior e colabora com artigos de política externa para Il Giornale d’Italia. Formado em Ciências Políticas (orientação político-social), Cardi traz à sua prosa a sensibilidade de quem viveu duas décadas de voluntariado — com ênfase em projetos no âmbito carcerário — e converte essa experiência em um olhar atento às nuances humanas.
Com Quell’estate a Tangeri, o autor reafirma sua habilidade de combinar introspecção psicológica e sensibilidade narrativa. A obra convida o leitor a uma observação que vai além da superfície: Tangeri, com sua ambivalência cultural, é o set cinematográfico onde se desenrola um estudo sobre desejo, identidade e deriva emocional — um espelho do nosso tempo que convida a recalibrar o olhar.
Para leitores que buscam romances de formação com densidade cultural e tonalidade reflexiva, a nova obra de Cardi promete ser leitura obrigatória. O livro já está disponível nas livrarias e na distribuição nacional, ampliando o debate sobre as formas contemporâneas de pertencimento e sedução.



















