Turim — Em piazza Castello, em Turim, terminou nesta segunda-feira o percurso piemontês da tocha dos Jogos de Milano-Cortina 2026 e o evento foi atravessado por um bloqueio simbólico: grupos de manifestantes se concentraram nas imediações com faixas e cartazes que pediam a retirada de Israel das Olimpíadas. A cena ocorreu durante a passagem da fáma olímpica entre o público que acompanhava a cerimônia.
Entre os dizeres visíveis nos estandartes estavam mensagens em italiano: “Fuori Israele dalle Olimpiadi” (“Fora Israel das Olimpíadas”), “Complice di genocidio“, “No sport washing“, “Show Israel the Red Card“, e “Il genocidio non è una specialità olimpica“. Havia ainda cartelli com a acusação de que “Israele viola la tregua olimpica“. Muitos manifestantes exibiam bandeiras da Palestina; outro grupo levantou uma bandeira da Venezuela com a inscrição “Maduro libero“.
Os manifestantes circularam entre os espectadores no momento da chegada da chama, transformando o que seria um rito festivo em palco de contestação política. Não foram reportados, no trecho apurado até o fechamento desta edição, confrontos violentos de larga escala ou intervenções policiais que tenham escalado a situação; a mobilização manteve caráter de protesto e exibição de cartazes.
Em paralelo aos eventos em Turim, a cobertura internacional registra incidentes e desenvolvimentos diplomáticos em diferentes frentes: no sul do Líbano, o ministério da Saúde local informou que um conselheiro do município de Bint Jbeil foi morto ontem em um ataque atribuído às Forças de Defesa de Israel (IDF). Um motociclista também foi atingido no mesmo ataque e encontra-se hospitalizado em condição grave.
Na Cisjordânia, a agência palestina Wafa noticiou que o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, estaria submetendo-se a exames médicos de rotina no hospital Istishari, em Ramallah. Em registros subsequentes, mídias locais indicaram um transporte de emergência de Abbas para a unidade hospitalar — a operação foi tratada como andamento de cuidados médicos a um chefe de Estado em idade avançada.
Em Bruxelas, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, reiterou a necessidade de acelerar um plano de paz em “20 pontos” e reforçou a importância de garantias de segurança, lembrando que a defesa da Ucrânia continuará dependente de força militar bem suprida e do apoio da coalizão internacional. Seus comentários sublinharam a estratégia europeia de combinar assistência militar com iniciativas diplomáticas e garantias externas.
Os acontecimentos em Turim representam mais um exemplo de como megaeventos esportivos — aqui, a preparação para os Jogos de Milano-Cortina 2026 — se convertem em pontos de convergência de protestos políticos internacionais. A presença de mensagens que usam termos como **genocídio** e **sport washing** evidencia a intenção dos manifestantes: transformar a visibilidade global do evento em palco para denúncias e pressões políticas.
Apuração in loco e cruzamento de fontes: relato direto dos cartazes e do ambiente em piazza Castello, comunicados oficiais do ministério da Saúde do Líbano, agências palestinas e declarações da Comissão Europeia.






















