Uma sequência de abalos sísmicos foi registrada nos Campi Flegrei durante a madrugada desta terça-feira. Às 03:23, os equipamentos do Istituto Nazionale di Geofisica e Vulcanologia (INGV) detectaram um terremoto de magnitude 3,1, seguido um minuto depois por uma réplica de magnitude 2,9.
Segundo o relatório do INGV, o hipocentro foi localizado a cerca de 2 quilômetros de profundidade, com o epicentro estimado a aproximadamente 5 km de Pozzuoli. Em prontas checagens cruzadas com outras fontes de monitoramento, não há relatos de danos a pessoas ou bens até o momento.
Os registros desta madrugada fazem parte de um padrão de atividade sísmica mais amplo — um sciame sísmico — que já vinha sendo acompanhado nos últimos dias. Ainda ontem, às 13:54, um abalo de magnitude 2,9 foi anotado pelo Osservatorio Vesuviano com epicentro na área do cratera da Solfatara, em Pozzuoli. Entre as 10:33 e o final do dia anterior, as estações sensoriais contabilizaram pelo menos quatro eventos adicionais na região, com magnitude máxima de 1,7.
Na linha de investigação jornalística adotada por esta redação — com apuração in loco e cruzamento de fontes sempre que disponível — registramos que a profundidade rasa (2 km) é compatível com tremores facilmente perceptíveis pela população local, sobretudo em áreas urbanas próximas ao epicentro. As medidas sísmicas são, no entanto, insuficientes por si só para qualquer previsão sobre evolução do ciclo vulcânico dos Campi Flegrei.
Equipes técnicas do INGV e do Observatório Vesuviano mantêm monitoramento contínuo da região, atualizando registros instrumentais e comunicados à Proteção Civil. A recomendação oficial, até o momento, é de manutenção da vigilância e sem alterações de alerta público, em razão da ausência de danos e da natureza dos eventos observados como parte de um sciame.
Contextualizando: os Campi Flegrei são uma extensa área vulcânica próxima à cidade de Nápoles, historicamente sujeita a episódios de deformação do solo e atividades sísmicas de origem tanto vulcânica quanto tectônica. Por isso, as autoridades científicas insistem na necessidade de monitoramento contínuo e de uma comunicação precisa, para evitar alarmismos e garantir a prontidão das estruturas de resposta.
Seguiremos atualizando esta reportagem à medida que novos comunicados oficiais forem divulgados e após o cruzamento de dados com as redes sísmicas nacionais. A apuração técnica permanece em curso.
































