Por Giulliano Martini, correspondente La Via Italia — Apuração in loco e cruzamento de fontes.
A histórica Torre Rossa de Sestriere, hotel três estrelas e marco arquitetônico da estação de esqui piemontesa, foi alvo de um sequestro preventivo determinado pela Questura de Turim. A medida decorre de supostas irregularidades detectadas no sistema antincêndio da estrutura, segundo informações oficiais obtidas junto às autoridades locais.
Durante os controles realizados na edificação — com a presença de técnicos e dos Vigili del Fuoco — foram apontadas criticidades nos dispositivos de segurança contra incêndios, que não estariam em conformidade com as normas vigentes. Em razão dessas deficiências, a Questura afixou no acesso principal um documento oficial indicando: “Locale sottoposto a sequestro”.
O hotel, que integra a cadeia Aurum Hotels e é gerido pela Alberghi Golddi Napoli, tem longa história na localidade. Construída no início dos anos 1930 a pedido do fundador da Fiat, o senador Giovanni Agnelli, a Torre Rossa foi projetada pelo engenheiro Vittorio Bonadè Bottino e compõe a paisagem do alto do colle de Sestriere.
Com cerca de 80 quartos e acesso direto às pistas, a estrutura é um símbolo do complexo da Vialattea, que reúne aproximadamente 400 quilômetros de itinerários para esqui alpino. A ski room do hotel tem vista direta para as pistas, e a edificação situa-se abaixo das pistas, próxima à igreja e à estrada que conduz à Val di Susa e, além-fronteiras, à França.
No portal da recepção foi afixado um comunicado, em italiano e inglês, informando os hóspedes sobre a situação: “O recepção está momentaneamente fechada; para check-ins, favor dirigir-se à Torre Bianca (Duchi d’Aosta)”. Fontes administrativas confirmaram que os hóspedes já estão sendo realocados para a torre vizinha, enquanto as verificações e eventuais adequações são definidas pelas autoridades competentes.
Do ponto de vista técnico-processual, o sequestro preventivo impõe a interrupção imediata da atividade naquelas áreas apontadas como inseguras, até que os responsáveis apresentem conformidade documental e técnica ou sejam adotadas as intervenções necessárias. Fontes da Questura indicaram que o objetivo da medida é eliminar riscos iminentes à segurança de pessoas e bens.
Em contato com representantes da administração do hotel, a direção informou que irá colaborar com as inspeções e prestar todas as informações solicitadas pelas autoridades, priorizando a segurança dos hóspedes e da equipe. A investigação seguirá seu curso para apurar a extensão das não conformidades e eventuais responsabilidades administrativas ou civis.
Este é um caso que mistura patrimônio histórico, turismo de alta montanha e exigências modernas de segurança: um raio-x da realidade que impõe regras técnicas rígidas em locais de grande circulação e elevada exposição ao risco.






















