Apuração Espresso Italia — Giulliano Martini. Nas últimas horas, plataformas digitais passaram a remover conteúdo vinculado a Fabrizio Corona e ao projeto Falsissimo. Não há mais publicações visíveis no perfil pessoal de Fabrizio Corona nem na página do programa Falsissimo no Instagram, segundo levantamento e cruzamento de fontes realizados pela nossa redação.
Fontes consultadas indicam que a remoção está relacionada a uma ação legal movida pela Mediaset. A petição, conforme trechos obtidos, alega violação de normas de copyright — argumento já utilizado pela emissora depois da exibição de uma das edições em janeiro, quando a programação gerou reações jurídicas contra conteúdos que mencionaram nomes ligados ao grupo, entre eles o de Alfonso Signorini.
Da nossa apuração: as páginas afetadas passaram por bloqueios parciais antes de sumirem por completo, um procedimento que, em geral, está associado a notificações formais de direitos autorais ou ordens judiciais. As plataformas não emitiram comunicados públicos até o momento sobre a razão técnica da retirada, limitando-se a notificações internas aos titulares das páginas.
A defesa de Fabrizio Corona, representada pelo advogado Ivano Chiesa, classificou a ação como injustificável. Em entrevista à Adnkronos, Chiesa declarou que “contra Fabrizio Corona está em ato uma operação de obscurantismo que não é digna deste país. É censura pura e as pessoas entendem isso perfeitamente.” A declaração foi registrada integralmente e integra o arquivo desta apuração.
Do lado da Mediaset, não houve resposta oficial encaminhada à nossa redação até o fechamento desta matéria. Fonte jurídica que acompanha casos de propriedade intelectual em mídia linear e digital explicou que ações baseadas em copyright podem levar, em curto prazo, a solicitações de remoção de conteúdo junto às plataformas; o próximo passo, em seguida, costuma ser a abertura de processos para comprovação de dano ou infração em tribunal.
O episódio reacende o debate entre liberdade de expressão e proteção de direitos autorais no ambiente digital. Para especialistas consultados, há uma linha tênue entre o exercício do direito de informar e práticas que possam incorrer em violação de conteúdo protegido por terceiros. O caso de Falsissimo — emissões que misturam sátira e investigação — é especialmente sensível porque envolve nomes de figuras públicas e grupos de mídia estabelecidos.
Registro final: esta matéria foi produzida com base em checagem direta nas plataformas afetadas, contato com a defesa do interessado e consulta a especialistas jurídicos. Mantemos monitoramento ativo e atualizaremos a reportagem se novas informações oficiais forem divulgadas.
Espresso Italia — Giulliano Martini: apuração in loco, cruzamento de fontes e exposição dos fatos brutos.






















