Por Giulliano Martini. Apuração in loco e cruzamento de fontes. Os carabinieri prenderam quatro menores acusados de tentado homicídio, porte de armas e lesões agravadas após uma agressão ocorrida em 1º de fevereiro na via Salasco, em Milão. As vítimas são dois jovens de vinte anos naturais de Chiavenna, província de Sondrio.
Segundo relatório do Nucleo investigativo dos carabinieri, os detidos são dois adolescentes italianos de 17 anos e dois de 16 anos, de origem do Sri Lanka. Três deles já respondem por crimes anteriores relacionados a roubo e lesões. Os quatro permanecem em estabelecimento prisional para menores em razão da descrita “spiccata disinvoltura” no uso da violência e de armas, bem como pela total ausência de empatia apontada pelas autoridades.
O quadro reconstruído pela polícia indica que, por motivos aparentemente fúteis, um dos jovens de Chiavenna foi agredido com socos dentro de um estabelecimento de fast food. Quando o amigo tentou defendê-lo, o grupo de menores reagiu com violência concentrada contra o segundo rapaz. Os agressores primeiro utilizaram um spray de pimenta para cegá-lo e, em seguida, desferiram duas facadas, uma no esterno e outra na cabeça.
Mesmo com a vítima caída e em estado de inconsciência, perdendo grande quantidade de sangue, os quatro teriam continuado a agredi-lo com chutes e socos. A intervenção dos carabinieri foi determinante para dispersar os atacantes. Socorristas conseguiram estancar a hemorragia e encaminhar o ferido a atendimento médico, salvando sua vida.
Investigações posteriores detalharam que durante a noite, dentro do fast food, um dos jovens atacados teria proferido em tom de deboche a frase que fez referência ao porte de armas na cidade. A declaração foi recebida como troça, pois minutos antes os menores se gabavam de possuir um canivete tipo lâmina retrátil, um soco-inglês e o referido spray.
Relatos das equipes de investigação apontam que inicialmente o grupo não reagiu à provocação verbal, mas perseguiu as vítimas ao deixarem o local para regressar a casa durante a madrugada. Foi nesse momento que ocorreu a escalada para agressão física com uso de armas e violência extrema.
O caso segue em investigação pelo Nucleo investigativo dos carabinieri, com análise de imagens e depoimentos para consolidar a dinâmica e apurar responsabilidades penais e medidas de proteção. A prisão dos menores foi motivada pelo perigo social imediato, pela gravidade do ato e pelos antecedentes criminais de parte do grupo.
Fatos brutos, sem redução de complexidade: a realidade traduzida indica um padrão de comportamento violento entre adolescentes que levou a tentativa de homicídio e mobilizou resposta policial e médica rápida, evitando resultado fatal. A apuração prossegue.






















