Em apuração direta sobre os fatos, fontes jurídicas e reportagem cruzada confirmam que quatro colegas de classe foram inscritos no registro de indiciados por stalking em decorrência da morte por suicídio de Paolo Mendico, adolescente de 14 anos encontrado sem vida no dia 11 de setembro, em Santi Cosma e Damiano. A informação foi divulgada por veículos locais e remetida à imprensa nacional.
Segundo o despacho provisório citado pelo jornal Il Messaggero, os quatro alunos — que frequentavam a mesma turma de Paolo Mendico — teriam adotado condutas reiteradas que incluíam “insultos, ofensas e ameaças” dirigidas ao menor. Essas atitudes teriam provocado na vítima “um perdurante e grave estado de ansiedade, forçando-o a alterar as próprias rotinas e hábitos de vida”.
Entre as agressões verbais relatadas no procedimento estão apelidos depreciativos, como “Paoletta” e comparações com o cantor “Nino D’Angelo”, motivadas pelo comprimento e cor dos cabelos do jovem. A peça de investigação, por ora provisória, qualifica as condutas como perseguição continuada, o que no jargão processual é tratado como stalking.
Como repórter que faz a apuração in loco e o cruzamento de fontes, registro que a inscrição no registro de indiciados foi promovida pela Procuradoria da Infância e Juventude competente na jurisdição. A medida processual é um passo formal para aprofundar as investigações e não constitui juízo definitivo sobre eventual responsabilidade criminal.
Fontes policiais e judiciais consultadas por esta redação indicam que a investigação buscará comprovar a sequência temporal dos episódios apontados pela denúncia, identificar eventuais testemunhas e avaliar o contexto relacional dentro da escola. Procedimentos de natureza técnica — como a recolha de depoimentos, análise de mensagens eletrônicas e eventuais imagens — deverão integrar o inquérito para formar o conjunto probatório.
Nesta fase, prevalece o princípio da presunção de inocência: os quatro jovens constam apenas como indagados no procedimento. A apuração prossegue com prioridade, dada a gravidade do desfecho e a necessidade de elucidar se o comportamento atribuído aos investigados teve relação direta com o estado psicológico que antecedeu o suicídio.
O caso reacende o debate público sobre bullying escolar, saúde mental de adolescentes e mecanismos de prevenção nas instituições de ensino. Especialistas ouvidos em reportagens anteriores ressaltam a importância de protocolos claros para acolhimento e intervenção precoce quando há sinais de sofrimento psíquico entre alunos.
Esta redação permanecerá acompanhando o inquérito, com apuração contínua e cruzamento de documentos oficiais. Atualizações serão divulgadas assim que novas informações forem formalizadas pelas autoridades competentes.
Reportagem de Giulliano Martini — correspondência e verificação direta de fontes.






















