Mario Ruoso, fundador e patrono da emissora TelePordenone, foi encontrado morto em sua residência ontem, com graves ferimentos na cabeça. A investigação policial, conduzida com apuração in loco e cruzamento de fontes, confirmou a presença de um sospettato: um cidadão italiano, descrito como colaborador histórico de Ruoso.
O homem está prestando depoimento na Questura de Pordenone enquanto os investigadores trabalham para localizar a arma do crime. Há indícios de que o objeto usado para matar Ruoso — possivelmente uma spranga ou instrumento contundente similar — ainda não foi encontrado.
As buscas prosseguiram hoje em uma seção do fiume Meduna, em Prata di Pordenone. Equipes dos bombeiros, inclusive o núcleo fluvial, realizaram varredura do curso d’água por solicitação da polícia. Segundo fontes da investigação, a operação naquele ponto teria sido orientada por prováveis admissão de responsabilidade feitas pelo suspeito, ligado de longa data à vítima.
Em entrevista à emissora local Tv12, Alessandro Ruoso, sobrinho do empresário, disse estar “completamente estupefato e incrédulo” caso se confirme a implicação do colaborador. “Não consigo dar uma explicação para o ocorrido. Se as vozes sobre o colaborador suspeito se confirmarem, ficarei surpreso; meu tio o ajudou durante toda a vida”, declarou. Ele acrescentou que “só um momento de loucura” poderia, talvez, justificar o ataque, e reafirmou que o suspeito era tratado como parte da família.
O corpo foi encontrado por Alessandro após colaboradores do concessionário local comunicarem que não conseguiam contatar Ruoso. Ao chegar à residência, a porta blindada estava fechada e a chave reserva não estava no lugar habitual. Alessandro forçou a fechadura e encontrou o tio “estendido no chão, em um lago de sangue”.
Na manhã seguinte ao crime, a polícia apreendeu o automóvel do suspeito, estacionado próximo à sua casa em Tiezzo di Azzano Decimo. No porta-malas foi encontrado um sacão, recolhido pelos peritos, e o veículo foi removido para exames científicos complementares. A investigação está coordenada pelo substituto Federica Urban.
Os primeiros exames técnico-forenses apontam para uma agressão súbita e violenta. Segundo os peritos, o idoso teria sido atingido inicialmente por um objeto contundente sem entalhes, provavelmente uma spranga ou similar, o que o teria atordoado. Na queda, a vítima teria batido a cabeça contra uma quina de móvel; em seguida, o agressor teria desferido diversos golpes na região craniana, provocando a morte. Em ambientes investigativos circula o termo italiano “mattanza” para qualificar a brutalidade do ataque.
A polícia também investiga a possibilidade de um motivo econômico para o crime, hipótese que está sendo aprofundada com o cruzamento de informações patrimoniais, registros de trabalho e depoimentos. Até o momento não foram divulgados nomes do suspeito nem detalhes adicionais sobre eventuais antecedentes.
O caso segue em andamento: buscas pelo instrumento do crime continuam, o suspeito permanece sob custódia para esclarecimentos e perícias complementares seguem em curso. A reportagem mantém apuração contínua e atualizará os fatos à medida que novos elementos oficiais forem confirmados.






















