Por Giulliano Martini — Apuração in loco e cruzamento de fontes. Um intenso maltempo em Roma deixou a cidade em situação crítica nesta quinta-feira, 12 de fevereiro. Após horas de precipitação contínua, diversos bairros registraram ruas alagadas e pontos de estrangulamento no trânsito, com horários de pico transformados em filas e interrupções generalizadas.
A manhã começou com relatos de subpassagens inundadas e vias principais impraticáveis. O impacto sobre a mobilidade foi imediato: o sistema viário da capital sofreu congestionamentos em todos os quadrantes, com especial agravamento nas entradas da cidade. Motoristas e usuários do transporte público enfrentaram atrasos significativos, enquanto serviços de socorro realizaram atendimentos pontuais em áreas isoladas.
A Protezione Civile regional emitiu um aviso de alerta amarelo para o Lazio por conta das fortes precipitações, rajadas de vento e temporais dispersos. O boletim técnico atualizado descreve um quadro meteorológico dominado por um intenso fluxo ocidental que traz uma perturbação atlântica, responsável pelas chuvas persistentes observadas desde o início do dia.
O fenômeno não se limitou ao Lazio. A Sardenha e a Calábria também foram atingidas com severidade. Na Sardenha, especialmente nas províncias de Sassari e Nuoro, equipes de bombeiros contabilizaram mais de 200 intervenções para remoção de árvores perigosas e estabilização de estruturas danificadas. Em Gallura, o vento arrancou telhados e derrubou árvores; em Arzachena, socorristas atenderam uma pessoa presa sob um tronco que caiu sobre a via SP14.
Na Calábria, a província de Catanzaro concentrou a maior parte das ocorrências: os vigili del fuoco completaram cerca de 120 intervenções, priorizando a segurança de elementos construtivos e a retirada de árvores caídas ou em risco de queda. As ações foram coordenadas em regime de emergência local, com equipes móveis e apoio logístico para restabelecer a circulação e mitigar riscos imediatos.
Os serviços meteorológicos mantêm o país sob influência das correntes atlânticas por mais alguns dias, mas já apontam para uma mudança brusca no padrão climático na sequência. As últimas projeções indicam a formação de um forte vortex depressório alimentado por ar frio descendente da Lapônia, o que deverá provocar queda rápida das temperaturas em várias regiões.
Esse deslocamento de massas de ar pode converter as atuais chuvas em neve, inicialmente no Norte e, posteriormente, com possibilidade de extensão ao Centro-Sul na passagem do fim de semana — há indicação de risco de neve por volta de 15 de fevereiro (San Faustino), inclusive em cotas localmente baixas. Em resumo: expectativa de alternância entre correntes atlânticas úmidas e sucessivas incursões polares, com episódios abruptos e potencialmente intensos.
Relato final: a capital enfrenta, neste momento, uma condição de emergência operacional para mobilidade e segurança urbana. A recomendação técnica é evitar deslocamentos desnecessários, acompanhar os comunicados da Protezione Civile e das autoridades locais e preparar-se para uma virada climática que exigirá atenção redobrada nas próximas 48 a 72 horas.






















