Nicolò Govoni, fundador e CEO da ONG Still I Rise, foi escolhido para carregar a bandeira olímpica como porta‑voz dos direitos humanos durante a cerimônia de abertura de Milano‑Cortina 2026. A nomeação, anunciada oficialmente pelas autoridades dos Jogos, reúne sete outras personalidades e atletas em um gesto que combina esporte e ativismo.
O convite, recebido por Govoni em novembro e submetido a um acordo de confidencialidade até o anúncio público, foi recebido como um reconhecimento direto ao trabalho da Still I Rise. A organização sem fins lucrativos atua oferecendo educação de excelência, proteção e suporte psicossocial a crianças refugiadas e em situação de vulnerabilidade ao redor do mundo.
Em declaração à imprensa, Govoni destacou a dimensão global do palco: “É o maior palco que já tivemos — dois bilhões de espectadores em nível mundial. É a oportunidade de amplificar o trabalho da Still I Rise e dar visibilidade a direitos negados, como o direito à educação”. O ativista qualificou a nomeação como “honra” e “um grande privilégio”, ressaltando que o objetivo principal é transformar a atenção internacional em apoio prático às causas que a ONG promove.
O grupo que terá a missão simbólica é composto por dez pessoas: oito participam da cerimônia em San Siro e duas em Cortina. Entre eles, seis são atletas vindos de diferentes países e quatro são representantes civis com trajetória humanitária. Além de Govoni, integram o grupo o ex‑alto comissário da ONU para os Refugiados Filippo Grandi, a poeta e ativista nigeriana Maryam Bukat Hassan e o ex‑prefeito de Hiroshima, Tadatoshi Akiba, conhecido por sua atuação em prol da paz.
“É um grupo sólido, composto por pessoas que contribuem intensamente para suas causas — algumas com mais experiência do que eu. Isso torna a honra ainda maior”, disse Govoni, em tom direto e focado na dimensão coletiva do reconhecimento.
Fora do contexto olímpico, a Still I Rise segue com projetos em curso e cronograma definido. Segundo Govoni, a ONG inaugurou uma escola no Sudão do Sul no final de 2025. O próximo desafio é a implantação de uma escola internacional em Mumbai, prevista para dezembro de 2026, empreendimento que o próprio ativista descreve como “complexo” em razão da escala e dos requisitos locais. Já para 2027, a organização prevê a abertura de uma unidade na Itália, com buscas avançadas por um imóvel que possa ser convertido em escola.
Em termos de apuração, os fatos apresentados por Govoni foram confirmados por comunicado oficial do comitê organizador dos Jogos e por declarações coletadas junto à direção da Still I Rise. A escolha de representantes civis para carregar a bandeira olímpica reforça uma narrativa dos organizadores que alia os Jogos a temas universais, como paz e direitos fundamentais. A nomeação de figuras ligadas à proteção de refugiados e à educação infantil transforma a cerimônia em um megafone para questões humanitárias sob o olhar de bilhões de telespectadores.
Em suma: a presença de Nicolò Govoni e de outras lideranças humanitárias em Milano‑Cortina 2026 confirma a intenção de usar o megaevento como palanque para temas de agenda global, em especial o direito à educação e a proteção de crianças vulneráveis — a realidade traduzida em ações concretas pela Still I Rise.






















