Relatório inicial de apuração in loco aponta que um ladrão morreu muito provavelmente em consequência de perda de sangue após um episódio de furto e fuga em Policiano, no distrito de Arezzo, na noite anterior. A sequência dos fatos, conforme o cruzamento de fontes locais, envolveu ao menos três indivíduos que praticaram um primeiro assalto em uma residência e, em seguida, partiram em direção a outra villa da mesma área.
Na segunda tentativa, o sistema de alarme da casa foi acionado. O proprietário, ao perceber a presença dos invasores, disparou dois tiros no ar com uma arma de fogo em caráter intimidatório. Diante do barulho, os três assaltantes empreenderam fuga.
Durante a retirada, um dos três ficou gravemente ferido. As informações iniciais indicam que o homem sofreu uma perfuração grave na região da veia femoral, possivelmente ao se chocar contra um objeto metálico — descrito por testemunhas como um suporte ou um palete de ferro fincado no terreno. A perfuração teria provocado hemorragia massiva; o indivíduo não resistiu e veio a morrer no local.
Os outros dois suspeitos conseguiram escapar. As autoridades locais já estão conduzindo os primeiros levantamentos e perícias no local para reconstruir com precisão a dinâmica dos eventos e confirmar elementos técnicos, como o possível contato com o objeto que causou o ferimento e a trajetória dos disparos efetuados pelo proprietário.
Em declaração pública via X, o líder da Lega e vice‑primeiro‑ministro Matteo Salvini comentou brevemente sobre o caso: “Spiace, ma la difesa è sempre legittima“. A postagem repercutiu nas redes e reacendeu o debate sobre os limites da reação a invasões domiciliares e sobre a legislação vigente a respeito da defesa legítima.
Fontes consultadas por esta redação ressaltam que, neste estágio da investigação, permanece aberto o trabalho de verificação dos fatos brutos: coleta de depoimentos de vizinhos, análise das imagens de sistemas de vigilância eventualmente instalados nas residências vizinhas e perícia no corpo do homem encontrado sem vida. As autoridades não confirmaram a identidade do falecido nem divulgaram detalhes sobre os fugitivos.
O episódio levanta questões técnicas e jurídicas que contrapõem o direito à integridade patrimonial e pessoal do proprietário à investigação sobre as circunstâncias que culminaram na morte do assaltante. A apuração continuará com prioridade, tendo em vista a gravidade do resultado e o interesse público sobre a aplicação da lei em casos de violência associada a delitos contra o patrimônio.
Este relato será atualizado à medida que novos elementos oficiais forem divulgados pelas forças de segurança e pela autoridade judicial responsável pelos inquéritos no Aretino.





















