Por Giulliano Martini — Apuração e verificação: cruzamento de fontes policiais e familiares.
Na tarde de domingo, Davide Lionello, 52 anos, filho do ator e dublador Oreste Lionello, morreu após ser atingido por um comboio da linha A do metrô de Roma, na estação Subaugusta, em direção a Battistini. As primeiras reconstruções, baseadas em relatos de testemunhas e no registro de vigilância da estação, indicam que o homem foi visto lançando-se nos trilhos no momento da chegada do trem. Não se exclui, por ora, a hipótese de ato voluntário.
Em contato direto com a família e com profissionais que o acompanhavam, apuramos que Davide vinha sofrendo há anos de doença bipolar. Nos últimos dois anos, ele estava sob tratamento na clínica Villa Mendicini, localizada no bairro Alessandrino, em Roma. Fontes familiares informaram que, quando saía da unidade, poderia fazê-lo apenas acompanhado ou em companhia de um parente.
A irmã, Alessia Lionello — também atriz e dubladora, integrante de uma família de artistas que inclui as irmãs Cristiana e os irmãos Luca e Fabio — falou em primeira mão sobre o estado de saúde do irmão e sobre as tentativas de intervenção: “Toda a família lutou para salvá-lo; nos últimos anos estive ao lado dele. Muitos medicamentos, muitos remédios; consegui tirar um único fármaco que lhe impedia os movimentos. Davide não queria morrer, não queria deixar a filha. Com sua morte, talvez tenha buscado matar a doença, o seu mal de viver“.
Alessia relatou ainda que o irmão apresentava episódios frequentes de oscilação de humor, alternando períodos de euforia e profundas depressões. “Ele era fortemente deprimido, não tinha mais confiança na medicina nem em si mesmo. Pedi ajuda aos médicos, tentei mudar terapias — não consegui. Perdi”, disse.
Do ponto de vista institucional, a investigação está em curso. Agentes da polícia municipal e serviços de emergência compareceram ao local, coletaram imagens e depoimentos e encaminharam o caso às autoridades competentes. O laudo definitivo sobre as circunstâncias da morte dependerá da perícia e de eventuais exames posteriores.
Em respeito à família e às diretrizes de reportagem sobre saúde mental, registramos que, segundo os relatos, o falecimento se insere num quadro de doença crônica e tratamento médico contínuo. A hipótese de suicídio permanece entre as possibilidades apuradas pelas autoridades, sem que haja conclusão formal até o momento.
Este é um caso que articula elementos pessoais, clínicos e administrativos — família, instituição de saúde e vigilância pública — e levanta questões sobre acompanhamento terapêutico e protocolos de acompanhamento de pacientes em unidades de saúde mental. A reportagem continuará acompanhando o caso e atualizando as informações conforme a evolução das investigações.
Dados essenciais:
- Vítima: Davide Lionello, 52 anos
- Local: Estação Subaugusta, metrô linha A, Roma
- Hora: tarde de domingo (horário em apuração)
- Situação clínica: em tratamento por doença bipolar na Villa Mendicini
- Família: irmã Alessia, familiares próximos: Cristiana, Luca e Fabio
Atualizaremos este texto assim que novos dados oficiais forem divulgados pelas autoridades competentes.

















