Faleceu, aos 78 anos, a Maria Rita Parsi, reconhecida psicóloga e psicoterapeuta italiana, entre as figuras mais influentes na defesa dos direitos da criança. A confirmação da morte foi divulgada em transmissão ao vivo pelo programa Mattino 5, da Mediaset, que acolheu a notícia com pesar.
A trajetória profissional de Maria Rita Parsi é marcada por cargos institucionais e produção intelectual relevante: foi integrante do Observatório Nacional para a Infância e a Adolescência e membro do Comitê da ONU pelos Direitos da Criança. Autora de mais de cem obras, entre títulos científicos, literários e de divulgação, ela presidia a Fondazione Movimento Bambino Onlus, organização dedicada à promoção da tutela da infância e ao combate aos maus-tratos contra crianças e adolescentes.
Durante a edição matinal do programa, o apresentador Francesco Vecchi registrou a perda: “Um grande desapontamento – é morta a professora Parsi, uma das convidadas mais queridas do nosso programa, uma grande profissional dedicada aos menores e aos mais vulneráveis”. A coapresentadora Federica Panicucci disse estar “estarrecida” com a notícia. O anúncio público reforçou a dimensão do legado de Parsi junto ao grande público, que a conhecia também pelas frequentes participações televisivas.
Nascida em Roma, Maria Rita Parsi atuou como docente, psicopedagoga e psicoterapeuta. No campo da criação técnica, elaborou a metodologia denominada psicoanimazione, aplicada em contextos psicológicos, socioeducativos e psicoterapêuticos. Fundou e dirigiu a SIPA (Escola Italiana de Psicoanimazione), um instituto de pesquisa com orientação humanística voltado ao desenvolvimento do potencial humano.
Em 1992, Parsi fundou a associação que viria a se tornar, em 2005, a Fondazione Movimento Bambino Onlus, entidade comprometida com a difusão da cultura da infância e da adolescência e com a luta contra abusos e violências. A fundação também atua na defesa jurídica e social dos menores. Além disso, ela participou da escrita do roteiro da série televisiva de 1986 “Professione vacanze”, com Jerry Calà, e foi apresentadora do canal Junior TV em programas dirigidos ao público jovem.
Ao longo da carreira, Maria Rita Parsi colaborou como editorialista em diversos jornais e revistas nacionais e teve presença constante em debates públicos sobre infância, família e políticas sociais. Em reconhecimento ao seu trabalho, foi agraciada, em 1986, com o título de Cavaliere dell’Ordine al Merito della Repubblica Italiana.
Parsi também manteve vínculo com iniciativas culturais locais: foi madrinha do festival bresciano Filosofi lungo l’Oglio, integrou sua comissão científica e exerceu a vice-presidência do Prêmio Internacional de Filosofia “Un libro per il presente”.
O falecimento de Maria Rita Parsi representa perda significativa para o campo da psicologia infantil e para as organizações que defendem a proteção de crianças e adolescentes. Este relato segue o critério de apuração cruzada de fontes e reúne os fatos brutos que compõem o seu legado profissional e institucional.
Para coberturas subsequentes e contexto institucional, recomenda-se consultar os comunicados oficiais da Fondazione Movimento Bambino Onlus e os arquivos de participação em programas televisivos, além das publicações acadêmicas e editoriais assinadas por Parsi ao longo de sua carreira.






















