Uma menina de 12 anos residente em Chioggia foi transferida ontem para o centro pediátrico da Azienda Ospedaliera Universitaria di Padova, após ter sido atendida no Ospedale della Navicella com suspeita de malária. O quadro clínico foi considerado crítico pelos pediatras locais, que iniciaram a terapia específica antes da transferência.
Segundo o relato médico e o cruzamento de informações entre as equipes hospitalares, a criança deu entrada no pronto-socorro do Navicella no início da tarde, apresentando febre alta persistente por vários dias. A família informou que havia retornado recentemente de uma estadia em países do continente africano — informação que orientou a investigação clínica imediata.
Os pediatras de Chioggia realizaram avaliações iniciais, exames laboratoriais e optaram por iniciar tratamento direcionado frente à hipótese diagnóstica de malária. Em razão da criticidade do quadro e da necessidade de cuidados pediátricos especializados, houve acordo formal entre os especialistas do Navicella e os do centro universitário de Padova para a centralização do caso. A transferência foi efetivada no período noturno.
Fontes hospitalares consultadas pela reportagem confirmam que a centralização em centros de referência é procedimento habitual quando o paciente pediátrico apresenta sinais de gravidade ou quando são necessários recursos diagnósticos e terapêuticos específicos não disponíveis em unidades locais. A adoção precoce da terapia específica foi considerada medida essencial para reduzir riscos associados à progressão da infecção.
Não há, até o momento, divulgação oficial de detalhes sobre o estado clínico preciso além da classificação como grave, nem sobre a espécie de Plasmodium suspeita. Autoridades de saúde e as equipes médicas mantêm contato próximo com a família para acompanhamento do tratamento e atualizações clínicas.
Do ponto de vista epidemiológico, casos de malária associam-se, em geral, a viagens a áreas endêmicas; por isso, a anamnese de viagem foi fator determinante na suspeita clínica. A rapidez no reconhecimento dos sintomas, a realização de exames de laboratório e a instituição de tratamento específico são fundamentais para reduzir complicações, especialmente em pacientes pediátricos.
Esta redação consultou documentos internos das duas unidades e obteve confirmação oral de profissionais envolvidos na assistência. Mantemos o compromisso com a precisão dos fatos e continuaremos a acompanhar o desfecho do caso, reportando eventuais novas informações oficiais.
Por Giulliano Martini — Espresso Italia. Apuração junto a equipes hospitalares; cruzamento de fontes e verificação técnica dos procedimentos adotados.






















