O presidente da República, Sergio Mattarella, realizou uma visita de cerca de 40 minutos aos pacientes feridos no acidente de Crans-Montana, internados no Hospital Niguarda, em Milão. A comitiva, segundo relatos oficiais, contou com a presença do diretor-geral do hospital, Alberto Zoli, e do assessor de Bem-Estar da Região da Lombardia, Guido Bertolaso.
A chegada do presidente foi recebida como uma surpresa que trouxe alívio e emoção às famílias: “Foi uma surpresa e uma alegria para os pais, que estavam obviamente felicíssimos; foi muito emocionante e comovente”, comentou Bertolaso. Aquele encontro breve, mas intenso, representou mais do que um ato protocolar — foi um gesto humano que deixou marcas nos parentes e na equipe médica.
Durante a visita, Mattarella encontrou pacientes do centro de queimados — na medida em que as condições permitiam — e procurou se informar em detalhes sobre a situação dos demais jovens hospitalizados. Segundo fontes do Niguarda, o presidente agradeceu explicitamente ao pessoal sanitario e posou para fotos junto a enfermeiros, médicos e pais dos pacientes. O gesto e as palavras do chefe de Estado foram descritos como “um momento muito importante e significativo, que ficará na história deste hospital”.
Como repórter atento aos alicerces que conectam decisões institucionais à vida das pessoas, vejo essa visita como uma pequena, mas necessária, ponte entre a arquitetura do poder e o cotidiano das vítimas e suas famílias. A presença do presidente no leito reforça simbolicamente a responsabilidade do Estado: não apenas a caneta que assina normas, mas a figura que, ocasionalmente, transita pelos corredores das instituições para reconhecer a dor e o trabalho que sustenta a recuperação.
O impacto emocional foi evidenciado pelas reações das famílias presentes. Entre agradecimentos e olhares de alívio, a visita também serviu para humanizar o trabalho clínico e a logística hospitalar que atualmente sustentam os cuidados aos feridos. Para o público, ações desse tipo derrubam barreiras burocráticas da percepção — mostram que, em momentos de crise, a presença pode contar tanto quanto políticas públicas.
Do ponto de vista institucional, encontros assim são relevantes para reforçar a visibilidade do trabalho das equipes de saúde e lembrar que o processo de reconstrução, para além do tratamento médico, passa pela atenção às famílias, à comunicação transparente e ao acompanhamento social e jurídico quando necessário.
O hospital Niguarda, por sua vez, ganha um registro na sua trajetória institucional: a visita será lembrada como um episódio em que o topo do Estado reconheceu, pessoalmente, o trabalho dos profissionais e a fragilidade de jovens cuja vida foi interrompida bruscamente por um acidente. Resta agora à comunidade, às autoridades e às instituições de saúde transformarem esse momento simbólico em medidas práticas que apoiem a recuperação integral dos jovens.
Giuseppe Borgo — La Via Italia






















