O presidente da República, Mattarella, participou hoje em Martigny da cerimônia em memória das vítimas do incêndio no clube Constellation, ocorrido na noite de Ano Novo em Crans-Montana. A solenidade, marcada por toques de sino em toda a Suíça e por um minuto de silêncio, reuniu autoridades e familiares e terminou com a deposição de uma rosa em homenagem às vítimas e aos feridos.
No livro de condolências o chefe de Estado registrou palavras concisas e carregadas de sentido: angústia pelo lembrança das vítimas, inteira solidariedade aos familiares, afetuosa proximidade aos jovens que ainda lutam nos hospitais para recuperar as próprias vidas e o apelo à justiça por quanto ocorreu. Ao lado do presidente francês Emmanuel Macron, Mattarella manteve a linha do luto institucional e da exigência de respostas claras sobre as causas e responsabilidades do sinistro.
Depois da cerimônia em Martigny, o presidente seguiu para Zurique, onde visitou o hospital para encontrar as famílias de dois dos jovens italianos feridos, Leonardo Bove e Elsa Rubino. Em encontro reservado com os parentes, Mattarella agradeceu diretamente às equipes médicas e ao pessoal da Proteção Civil, e transmitiu aos pais a participação e o sentimento de toda a Itália pela tragédia.
Segundo relato do presidente, a presença tinha o duplo objetivo de manifestar gratidão aos socorristas e de reafirmar o laço institucional com os familiares das vítimas: ‘Souve aqui para agradecer e para levar aos pais dos rapazes a participação e o sentimento da Itália inteira, envolta na angústia pelo que aconteceu e na esperança de que os jovens possano riprendere le loro vite nel migliore dei modi’, disse o presidente no encontro com os profissionais de saúde.
O pai de Elsa, Lorenzo, descreveu a proximidade do Estado italiano após a visita: ‘Sentimos a vicinanza dell’Italia’, declarou após o encontro com o presidente. Lorenzo contou que a Proteção Civil italiana está prestando apoio e que a comunidade de Biella tem demonstrado grande afeto. A adolescente de 15 anos passou por dois procedimentos cirúrgicos, um deles no intestino, permanece intubada e em coma induzido. ‘A cada minuto é uma conquista. Aqui ela é seguida de maneira exemplar’, afirmou o pai.
O incêndio, na virada do ano, causou a morte de 40 pessoas, entre elas seis jovens italianos, e deixou centenas de feridos. As autoridades suíças mantêm investigações para estabelecer as causas e responsabilizações. Em relato oficial, a Procuradoria de Sion ouviu por mais de seis horas e meia um casal relacionado às apurações; segundo a investigação, os dois estão indiciados por homicídio, incêndio e lesões, enquanto seguem as diligências para reconstruir a dinâmica completa do desastre.
Na cena institucional, a participação de líderes estrangeiros e os gestos de proximidade às famílias marcam uma resposta de Estado orientada à assistência e à exigência de responsabilização. Em termos práticos, a cadeia de socorro, o papel dos serviços hospitalares e a coordenação internacional continuam sob escrutínio, com foco em tirar lições operacionais e legais para evitar novas tragédias.
Nota de apuração: a reportagem cruzou declarações oficiais, entrevistas com familiares e comunicações das autoridades suíças. A fonte primária desta cobertura é o relato publicado pelo Il Fatto Quotidiano, complementado por documentos institucionais divulgados pela Presidência italiana e pela Procuradoria de Sion.






























