Por Giulliano Martini — Apuração in loco e cruzamento de fontes indicam que o empresário Mario Ruoso, 87 anos, foi vítima de uma morte violenta em sua residência no centro de Porcia. O corpo foi encontrado no início da tarde na habitação do último andar de um condomínio na via del Porto, segundo a Polícia de Pordenone.
De acordo com o relato das autoridades, Ruoso apresentava múltiplas lesões na cabeça compatíveis com golpe de um objeto contundente. O Procurador da República de Pordenone, Pietro Montrone, afirmou aos jornalistas que se trata de ‘uma morte violenta, toda a ser verificada; mas provavelmente sim, um homicídio‘. O magistrado registrou a presença de ‘botte alla testa’ causadas por um ‘corpo contundente’. O possível instrumento do crime — descrito por fontes policiais como uma spranga (barra de ferro) — ainda não foi localizado pela investigação.
Segundo laudos preliminares, o médico legista Antonello Cirnelli estimou que a morte ocorreu na manhã do mesmo dia em que o corpo foi achado. O achado foi feito pelo neto do empresário, Alessandro, que, preocupado com a ausência do tio na concessionária e pela falta de contato telefônico, dirigiu-se ao imóvel e encontrou Ruoso caído perto da porta, coberto de sangue.
Fontes da investigação confirmam que Ruoso trabalhou até o dia anterior em sua concessionária, o Garage Venezia, e era figura histórica do comércio automobilístico local. Também foi um dos fundadores de uma das primeiras emissoras regionais da província, a Tele Pordenone, reforçando seu perfil público e empresarial na região pordenonense.
As equipes da Polícia de Pordenone realizaram perícia por várias horas e contaram com o apoio da equipe científica de Pádua. Foram recolhidas imagens de videovigilância de um comércio próximo e ouvidas testemunhas locais conforme as diligências em curso. A arma do crime permanece não localizada; a investigação prossegue com a escuta de potenciais testemunhas e análise de imagens.
O episódio mobilizou reação política e pesar institucional. O prefeito de Pordenone, Alessandro Basso, afirmou que com a morte de Ruoso ‘vem a faltar uma figura que, através do Garage Venezia e de Telepordenone, contribuiu significativamente para a vida econômica e informativa do território’. O vice-ministro do Ambiente e da Segurança Energética, Vannia Gava, e o secretário regional da Lega, Marco Dreosto, também manifestaram condolências à família e enfatizaram a relevância da trajetória profissional de Ruoso para a comunidade local.
Os fatos brutos já apurados foram reunidos pela polícia e pelo Ministério Público. A linha de investigação oficial permanece focada em esclarecer a dinâmica do crime, identificar a arma usada e localizar responsáveis. Mantemos o acompanhamento desta reportagem, com atualizações fundamentadas no avanço das diligências e em informações oficiais.






















