Maria Rita Parsi, psicóloga e psicoterapeuta italiana reconhecida internacionalmente por sua dedicação à infância, morreu aos 78 anos, segundo comunicado divulgado em 2 de fevereiro de 2026. Nascida em Roma em 5 de agosto de 1947, Parsi deixou legado sólido como pesquisadora, autora e ativista em favor dos direitos das crianças e adolescentes.
Ao longo de sua carreira, Parsi acumulou mais de cem títulos entre obras científicas, literárias e de divulgação. Foi componente do Observatório Nacional para a Infância e a Adolescência e integrou o Comitê da ONU pelos Direitos da Criança, participações que a colocaram como voz ativa nas políticas de proteção infantil.
Professora, psicopedagoga e psicoterapeuta, ela desenvolveu uma metodologia operacional conhecida como psicoanimazione, aplicada em contextos psicológicos, socioeducativos e psicoterapêuticos. Para difundir essa abordagem, fundou e dirigiu a SIPA – Scuola Italiana di Psicoanimazione, um instituto de investigação com orientação humanística voltado ao desenvolvimento do potencial humano.
Em 1992 criou a Associação Onlus “Movimento per, con e dei bambini”, que em 2005 tornou-se a Fondazione Movimento Bambino Onlus. A fundação consolidou iniciativas de cultura da infância e da adolescência, com atuação contra abusos e maus-tratos e na promoção da tutela jurídica e social de menores.
Parsi também participou frequentemente da mídia: foi especialista convidada em muitos programas de televisão, atuou como condutora em espaços como a Junior TV e colaborou como editorialista em jornais e revistas nacionais, entre eles Il Messaggero, Il Resto del Carlino, Il Giorno, La Nazione, Oggi, Starbene, Donna Moderna e Riza Psicosomatica.
Em entrevista à AGI, a autora comentou a mensagem por trás de uma de suas obras: a história de Stjepan — um relato sobre salvação e perdão que as crianças, em sua capacidade de resiliência, oferecem aos adultos. “As crianças vêm ao mundo para salvá-lo, e para salvar seus pais”, disse ela, sintetizando a dimensão ética de seu trabalho.
As manifestações de pesar foram imediatas. O ministro da Educação e do Mérito, Giuseppe Valditara, declarou: “Expresso meu mais profundo pesar pela súbita perda de Maria Rita Parsi. Em sua atividade internacional como psicóloga e psicoterapeuta, a professora Parsi foi e continuará a ser um ponto de referência fundamental na proteção da saúde e dos direitos das crianças e adolescentes. Aos seus familiares, minha solidariedade.”
O Conselho Nacional da Ordem dos Psicólogos também destacou o papel de Parsi: demonstrou “profundo pesar pela morte de Maria Rita Parsi, psicóloga e psicoterapeuta de extraordinária estatura humana e profissional, que dedicou a vida à proteção dos direitos da infância e da adolescência”. A entidade recordou sua contribuição clínica, científica e institucional e a sua presença na última Giornata nazionale della Psicologia como ato de empenho contínuo.
Este texto oferece um registro factual e verificado do percurso profissional e das contribuições públicas de Maria Rita Parsi. A apuração cruzou fontes institucionais e declarações oficiais disponíveis até a data do comunicado. Segue o raiox dos fatos brutos: nascimento em 5/8/1947; mais de 100 obras publicadas; criação da metodologia de psicoanimazione; fundação do Movimento Bambino e da SIPA; participação no Comitê da ONU sobre direitos da criança; presença midiática e colaborações editoriais em veículos nacionais.
Permanece agora o legado institucional e bibliográfico de Parsi como referência técnica para profissionais da infância e para políticas públicas voltadas à proteção integral de menores.






















