Marco Travaglio, diretor do Fatto Quotidiano, foi derubado enquanto se apresentava no teatro de Latina. Na noite de quinta-feira, durante a exibição do espetáculo Cornuti e Contenti, aparelhos eletrônicos foram subtraídos do seu camarim: um pc e um tablet, segundo relato do próprio jornalista à Adnkronos.
Travaglio conta que os equipamentos — o seu computador e o da secretária — foram encontrados ausentes quando retornou ao camarim ao final da apresentação. O teatro, de acordo com as informações apuradas, não dispõe de câmeras internas nem de vigilância permanente, circunstância que, segundo o jornalista, complica identificar quem entrou no local.
Um dado intrigante no relato é que os ladrões não levaram a carteira. “Curiosamente não pegaram o portafogli”, disse Travaglio; no entanto, foi esvaziado um pequeno estojo com algumas moedas, um cortador de unhas e documentos pessoais. Também desapareceu um cardigan de cashmere pertencente ao jornalista. Não há, por enquanto, confirmação se o furto teve caráter direcionado ou se se tratou de ação oportunista e pouco sofisticada.
Em tom de ironia, Travaglio comentou sobre o eventual interesse dos autores em acessar informações pessoais: “Se procuravam segredos, não encontrarão nada. No meu pc não há segredos, apenas os meus textos e material de arquivo, tudo já publicado”. Ainda segundo o jornalista, o computador possui mecanismo que trava após três tentativas de senha, e os aparelhos já foram bloqueados preventivamente.
A polícia da Questura di Latina abriu investigação para esclarecer as circunstâncias do furto. Fontes oficiais informaram que, até o momento, não foram constatados sinais óbvios de arrombamento no camarim, o que amplia as linhas de investigação e impõe a verificação de outros elementos, como acessos ao teatro, bilhetes de entrada e eventuais testemunhas.
A prefeita de Latina, Matilde Celentano, enviou mensagem ao jornalista manifestando pesar e pedindo desculpas pelo ocorrido, segundo Travaglio. A apuração policial prossegue; não foram divulgados detalhes sobre suspeitos ou provas materiais até o fechamento deste relato.
Da perspectiva jornalística, o caso reúne aspectos que exigem investigação célere: ausência de circuito interno de segurança, presença de bens eletrônicos sensíveis e a necessidade de preservar prontamente os dados eventualmente acessíveis. A recomendação inicial para qualquer pessoa em situação similar é comunicar imediatamente as autoridades, registrar boletim de ocorrência e acionar medidas de bloqueio remoto de dispositivos e contas associadas.
Atualizações serão acompanhadas e divulgadas à medida que a Questura di Latina fornecer novos elementos. A apuração in loco e o cruzamento de fontes permanecem como prioridade para traduzir a realidade sem ruídos.






















