Casalmoro (Mantova) — Em apuração in loco e cruzamento de fontes, a reportagem confirma que um oficial judicial encontrou um inquilino morto, enforcado, ao tentar executar um sfratto executivo na manhã desta quarta‑feira. O episódio ocorreu por volta das 11h em uma residência em Casalmoro, no território do Mantovano.
Segundo a reconstrução dos fatos realizada com base em informações de autoridades locais, o oficial judicial compareceu ao imóvel para proceder com a execução do despejo após dois tentativos anteriores de intimar o morador por mora — datados de 29 de outubro e 29 de janeiro. Ao perceber a porta da casa entreaberta, o servidor público ingressou e localizou o homem já sem vida, em posição compatível com enforcamento.
O próprio oficial judicial foi quem acionou os socorros e registrou o alerta inicial. Equipes dos carabinieri da estação de Castel Goffredo deslocaram‑se imediatamente ao local, apoiadas por militares do Núcleo Operativo e Radiomobile da companhia de Castiglione delle Stiviere, que realizaram os primeiros levantamentos e coordenaram a preservação da cena.
A vítima foi identificada como um operário de 56 anos, natural de Leno (província de Brescia). Fontes oficiais descrevem o homem como separado e pai de duas filhas. Após a conclusão da perícia preliminar e dos procedimentos previstos em lei, a autoridade judicial determinou a liberação do corpo, que foi entregue aos familiares para providências fúnebres.
Como repórter com vivência de décadas na Itália e foco em precisão técnica, ressalto que a investigação prossegue sob responsabilidade das autoridades competentes. Não há, até o momento, comunicações oficiais que indiquem causas complementares além do achado no local; exames e eventuais inquéritos esclarecerão circunstâncias e motivações.
O episódio reacende temas recorrentes nas rotinas de execução forçada de despejos: a exposição de oficiais judiciais a cenários de risco, as consequências sociais do atraso em pagamentos e o papel das forças de segurança na preservação de cenas sensíveis. As datas dos dois avisos anteriores (29/10 e 29/01) constam nos registros oficiais consultados pela reportagem e demonstram que já havia procedimento administrativo em curso.
Vamos acompanhar desdobramentos e eventuais comunicados das autoridades locais. A Espresso Italia continuará a verificar documentos oficiais e declarações das partes antes de ampliar qualquer linha de investigação. Este é o raio‑x dos fatos brutos: apuração rigorosa, cruzamento de fontes e entrega da informação sem ruído.




















