Há um indagado pela morte de Aurora Livoli, a jovem de 19 anos residente em Fondi (província de Latina), cujo corpo foi encontrado no pátio de um prédio na via Paruta 74, na periferia norte de Milão, na segunda-feira, 29 de dezembro. As investigações apontam para um homem de 57 anos de origem peruana, já preso e agora também suspeito do homicídio.
Segundo a apuração, imagens das câmeras de vigilância da rede de metrô foram decisivas para concentrar as suspeitas no homem. Os vídeos analisados pelos carabinieri e pela equipe do Ministério Público, coordenada pelo procurador Antonio Pansa, mostram a jovem e o homem juntos na via pública pouco antes de ambos entrarem no condomínio onde o corpo foi achado.
Os militares do Nucleo Investigativo de Milano e do Nucleo Operativo da Compagnia Milano Porta Monforte detiveram o suspeito no dia seguinte ao achado do cadáver. Ele havia sido inicialmente apreendido por uma tentativa de roubo ocorrida pouco antes do encontro com a vítima. Conforme relatado pelas autoridades, na noite de 28 de dezembro, no interior da estação M2 de Cimiano, o homem atacou por trás uma outra jovem de 19 anos, originária do Peru: apropriou-se de seu celular, pressionou-lhe o pescoço com um braço e tapou-lhe a boca com a outra mão para impedi-la de pedir socorro.
Enquanto arrastava a vítima para um canto da plataforma, a chegada de um trem fez com que a jovem se desvencilhasse, recuperasse o telefone e fosse auxiliada por transeuntes. O suspeito fugiu, tentando disfarçar-se entre os presentes ao vestir o casaco “double face” ao contrário. Na ocasião, ele foi enquadrado por tentativa de roubo agravado e já contava com antecedentes por violência sexual; também estava em situação irregular no território nacional.
O homem permanece encarcerado e, além dos delitos anteriores, agora deverá responder também pela investigação relacionada à morte de Aurora Livoli, enquanto aguarda o resultado do exame de autópsia. O procedimento, em curso no Instituto de Medicina Legal de Milão, terá papel central para esclarecer as causas do óbito e confirmar se houve homicídio.
Pouco antes do início do exame necroscópico, chegaram ao instituto os pais da jovem, acompanhados do tio e advogado da família, Massimo Basile, trazendo um buquê de flores. As autoridades trabalham na reconstituição das últimas horas de Aurora, cruzando imagens, depoimentos e evidências técnicas para consolidar a linha investigativa.
O inquérito prossegue sob coordenação do Ministério Público, que deverá ouvir o suspeito assim que for formalmente interrogado. A análise das filmagens e as diligências realizadas pelos carabinieri continuam sendo elementos-chave para o desdobrar do caso.
Fonte: Rainews — leia a reportagem original































