Possível avanço nas investigações do assassinato brutal de Silke Sauer, a mulher de origem alemã e sem-fixa-dimora cujo corpo foi encontrado decapitado em Scandicci no dia 18 de fevereiro de 2026. As apurações conduzidas pelos Carabinieri de Florença levaram, nesta fase, à detenção de um homem de aproximadamente 30 anos, de nacionalidade marroquina, que passa a figurar como fortemente indiciado.
Segundo fontes oficiais, o suspeito já era conhecido das forças de ordem e estava sujeito à obrigação de apresentação periódica na caserna de Scandicci por delitos ligados a drogas. Entre os itens apreendidos na investigação constam um machete e uma faca com vestígios sanguíneos, além de vestuário do indiciado contendo numerosas marcas de sangue compatíveis com o perfil biológico da vítima.
Elementos que fizeram convergir as suspeitas para o trintão incluem o depoimento de testemunhas e a análise de imagens de videovigilância, cruzadas com outras gravações de locais próximos, conforme relatou o comandante provincial dos carabinieri, coronel Luigi De Simone. Ainda que esses elementos sejam considerados relevantes, a autoridade militar advertiu que seguem em curso aprofundamentos investigativos.
O jovem foi submetido a um fermo d’indiziato di delitto por determinação da Procuradoria de Florença. A dinâmica exata do crime — incluindo datação precisa e motivação — só poderá ser esclarecida após a realização da autópsia e de novas perícias forenses.
Investigações preliminares apontam que o suspeito havia sido alvo de um tratamento sanitário obrigatório (TSO) na tarde de terça-feira, 17 de fevereiro, após ter tido uma crise de agitação. Na véspera do achado do corpo, testemunhas relatam que ele teria importunado um homem e o ameaçado, estando acompanhado de um cachorro de grande porte — o animal foi depois localizado na mesma área onde o corpo foi encontrado.
As autoridades também trabalham para apurar a natureza da relação entre o suspeito e a vítima. Ambos eram descritos como pessoas em situação de sem-fixa-dimora, mas não há até o momento elementos conclusivos sobre eventuais vínculos ou episódios anteriores de convívio entre os dois. “Não temos, por ora, a certeza exata do tipo de relação que havia entre eles; há aprofundamentos em curso”, declararam os investigadores.
O local do crime, a antiga área do CNR em Scandicci, está em desuso há anos e é frequentemente utilizada como abrigo por pessoas em situação de rua. A área apresenta sinais de degradação: acampamentos improvisados, acúmulo de lixo e vegetação densa, circunstâncias que complicam a preservação de vestígios e aumentam a complexidade da investigação.
Os peritos continuam a analisar imagens de vigilância, a escutar testemunhas e a examinar os materiais apreendidos. A Procuradoria de Florença acompanha o caso, que permanece em desenvolvimento. O coronel De Simone definiu o episódio como um “crime muito grave, particularmente feroz”, ressaltando a necessidade de cautela até que perícias e exames complementares sejam concluídos.
Apuração in loco, cruzamento de fontes e análise forense seguem como pilares da investigação. A realidade traduzida até aqui é de um crime de alta gravidade, com provas materiais que justificaram a detenção do suspeito, enquanto aguardam respostas definitivas da autópsia e dos laudos técnicos.






















