Uma noite de violência urbana em Turim terminou com o centro da cidade parcialmente incendiado e cenas de agressão que chocaram as redes sociais. Após um cortejo diurno do movimento Askatasuna, grupos de encapuzados retomaram as ruas à noite e iniciaram confrontos com as forças de segurança: foram lançados artefatos pirotécnicos contra os policiais, houve explosões de bombas-carta e incêndios em pontos distintos do centro.
Imagens que se tornaram virais mostram um policial de 29 anos cercado por várias pessoas que o agridem com chutes e socos e, depois, atingem-no com um martelo enquanto ele está no chão. A vítima tenta proteger a cabeça e, segundo relatos oficiais, foi atacada por várias pessoas simultaneamente, impedindo sua retirada imediata da ação dos agressores.
Ao final da noite, as autoridades contabilizaram mais de 30 feridos, entre integrantes das forças de ordem pública e civis, e confirmaram 10 prisões relacionadas aos episódios de violência. A resposta institucional foi imediata e unânime na condenação dos acontecimentos.
O presidente da República, Sergio Mattarella, telefonou ao ministro do Interior, Matteo Piantedosi, para manifestar solidariedade ao agente ferido. A primeira-ministra Giorgia Meloni classificou as ações como “agressões violentas com o objetivo de atingir o Estado e seus representantes”. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Antonio Tajani, afirmou que são necessárias novas normas de segurança, enquanto o vice-premier Matteo Salvini pediu “prisões, despejos e um novo pacote de segurança”.
No âmbito da maioria, deputados e ministros responsabilizaram setores da esquerda por, em termos políticos, “legitimar” ou relativizar atos de violência. Salvini declarou que os integrantes do movimento Askatasuna são “delinquentes” e acrescentou que só quem os defende estaria em pior condição.
A líder do Partido Democrático, Elly Schlein, também manifestou-se, definindo as imagens vindas de Turim como “inqualificáveis” e reafirmando a condenação firme da violência, ao mesmo tempo em que expressou solidariedade à polícia e pediu a identificação e responsabilização rápida dos agressores.
No plano operacional, o ministério do Interior anunciou que, já na próxima semana, será discutido um pacote de medidas de segurança que incluiria, entre outras hipóteses, o restabelecimento de uma modalidade de fermo preventivo policial por 12 horas para pessoas consideradas perigosas, segundo fontes internas. Essa medida, defendida por operadores de segurança, serviria para facilitar o curso pacífico de manifestações públicas.
Da cronologia dos fatos consta que os grupos antagonistas aguardaram o anoitecer para se destacar do cortejo nacional do Askatasuna e tentar romper os cordões policiais. A partir desses momentos ocorreram confrontos em vários pontos da cidade, com episódios localizados de vandalismo e agressões.
Reportagem e apuração em campo: cruzamento de fontes institucionais, verbas públicas e imagens de redes sociais. A investigação judicial e as operações de identificação dos envolvidos prosseguem; as autoridades prometem ações rápidas para responsabilizar os autores e evitar recorrências.






















