Grottaferrata, às portas de Roma — Sete medidas cautelares foram cumpridas ontem pelo Nucleo Antisofisticazioni e Sanità (NAS) dos Carabinieri em uma residência para idosos (RSA) de Grottaferrata, após investigações que revelaram episódios sistemáticos de maltratos e negligência contra os residentes.
A ação policial atingiu sete profissionais: operadores socioassistenciais e o representante legal da estrutura. A operação foi deflagrada na área dos Castelli Romani, consequência direta de uma denúncia apresentada, meses atrás, por um familiar de um dos acolhidos.
Segundo o relatório das apurações, as equipes do NAS reuniram provas de práticas reiteradas de violência e violações de direitos básicos. As vítimas, idosas e fragilizadas, eram frequentemente alvo de insultos e de um regime de abandono: deixadas no leito por toda a noite, muitas vezes imersas em suas próprias excreções e privadas de cuidados essenciais.
As investigações documentaram ainda o uso de fármacos sedativos sem prescrição médica e a adoção de meios de contenção não autorizados. Fontes oficiais apontam para um contexto de insuficiência de pessoal e ausência de controle efetivo sobre a atividade dos cuidadores, fatores explorados pelos investigados para instalar um clima de verdadeira vexação contra os residentes.
Em paralelo às sete medidas cautelares, outras cinco pessoas receberam notificações de conclusão de inquérito, tornando-se indagadas pelos mesmos fatos. O procedimento criminal segue em curso, com o NAS e a procura local mantendo o cruzamento de depoimentos, laudos e imagens para consolidar o quadro probatório.
Do ponto de vista técnico-jurídico, a ação combinou inspeções in loco, análise de prontuários e entrevistas com familiares e testemunhas. A dinâmica apurada pelos investigadores descreve um padrão de condutas lesivas e repetidas, e não episódios isolados, o que reforça a gravidade das medidas adotadas.
Até o presente momento, as autoridades não divulgaram dados adicionais sobre as condições de saúde específicas das vítimas ou sobre possíveis responsabilizações civis da instituição. A imprensa local foi informada que os procedimentos visam tanto à proteção imediata dos acolhidos quanto à responsabilização penal dos envolvidos.
Esta cobertura seguirá com o cruzamento de fontes oficiais e solicitações de posicionamento à direção da RSA, assim como à defesa dos investigados. A apuração em curso busca a reconstrução cronológica dos fatos, a identificação completa dos responsáveis e a avaliação dos mecanismos institucionais que permitiram a perpetuação dos abusos.
Relato em linha com a realidade traduzida pelos autos: denúncias, coleta de provas e medidas cautelares. O foco permanece na entrega dos fatos brutos e na preservação das garantias processuais, sem espaço para conjecturas.






















