Por Giulliano Martini — Apuração in loco e cruzamento de fontes. Um episódio de violência dentro de um instituto profissional em Gela deixou um estudante de 15 anos ferido após ser atingido com um martelo por um colega de turma. O ataque ocorreu sob os olhos do professor de educação física, minutos antes da retomada das atividades após o recreio.
Segundo relatos colhidos entre docentes e alunos — e confirmados pela polícia que investiga o caso — o agressor teria declarado que o colega “o insultava sempre”, apontando como possível motivação uma retaliação a episódios de bullying. As forças de segurança realizam os devidos levantamentos e entrevistas para confirmar essa linha de investigação.
O episódio se deu no pátio interno da escola. Conforme a reconstrução feita por testemunhas e pela equipe diretiva, o professor havia terminado um breve momento de reflexão sobre respeito e rendimento da turma e orientava os alunos a voltarem às salas quando o agressor tirou um objeto do próprio casaco. O instrumento, segundo indícios iniciais, foi aparentemente levado de casa e utilizado contra a vítima até a intervenção do docente, que conteve a situação e impediu danos maiores.
A vítima, um aluno de 15 anos, foi encaminhada ao hospital com um trauma craniano leve. Os médicos administraram sutura, totalizando quatro pontos, e descartaram, até o momento, lesões de maior gravidade. Ainda assim, o caso gerou forte comoção na comunidade escolar e entre familiares.
Direção da escola e policiais já colheram depoimentos de professores e colegas. As autoridades registraram a ocorrência, fizeram os rilievi (levantamentos) no local e recolheram imagens e depoimentos que compõem o inquérito preliminar. A investigação busca esclarecer a dinâmica completa do ataque, a origem do martelo e eventuais antecedentes entre os dois estudantes.
Este episódio reabre o debate sobre segurança nas escolas e mecanismos de identificação e prevenção do bullying. Documentos e protocolos internos apontam medidas já previstas para lidar com conflitos, mas gestores admitiram, em suspensão de notas oficiais, que o episódio expõe fragilidades práticas na vigilância e no acompanhamento psicossocial de alunos em situação de risco.
Em linguagem direta e factual, a escola comunicou pais e responsáveis e assegurou que reforçará medidas de proteção e acompanhamento das turmas afetadas. As autoridades locais acompanham o caso e não descartam medidas disciplinares e legais contra o agressor, conforme o andamento das apurações.
Seguimos com apuração permanente: cruzamento de depoimentos, verificação de imagens e acompanhamento médico da vítima. A realidade traduzida em fatos brutos indica um incidente contido a tempo, mas com implicações institucionais e sociais que serão avaliadas à medida que a investigação avança.






















