Por Giulliano Martini — Em apuração in loco e cruzamento de fontes, foram celebrados na manhã de sábado, 7 de fevereiro, os funerais de Federica Torzullo, a mulher assassinada em Anguillara Sabazia. A cerimônia ocorreu na igreja Regina Pacis, onde familiares, amigos e membros da comunidade se reuniram para o último adeus.
No sermão, o pároco don Paolo Quatrini recordou a ligação de longa data com a vítima: “É o dia do último adeus a Federica, a quem conheço há muitos anos, por termos vivido juntos a experiência escoteira no nosso grupo”. O padre descreveu traços pessoais que marcaram a convivência com a jovem: determinação, coragem e uma delicadeza que se manifestava no sorriso — elemento que, segundo ele, melhor define a memória que fica.
O sacerdote também relatou ter tido “a alegria e o dom de abençoar o seu matrimônio nesta igreja tão querida”. Em sua homilia, don Paolo destacou que, nas imagens e lembranças que circularam desde o início do caso, Federica aparecia sempre com um rosto luminoso e sorridente, e que essa imagem corresponde à pessoa que muitos conheceram: “Não era apenas beleza exterior, mas, sobretudo, beleza interior”.
A celebração fez referência direta à sequência de acontecimentos que levou ao enterro: a dolorosa data de 9 de janeiro, quando foi noticiada a ausência e o desaparecimento que lançou família e comunidade em angústia; os dias de espera, esperança e incredulidade; e, finalmente, o trágico rastro que culminou no reconhecimento da vítima. O nome do principal suspeito, o marido Claudio Carlomagno, foi citado em contexto factual como autor do crime que interrompeu a vida de Federica.
Na mensagem à comunidade, o pároco pediu contenção nas reações públicas e privacidade para a família: “Agora é tempo de apagar as luzes sobre a cena deste doloroso evento. Deixemos aos investigadores a oportunidade de fazer o seu trabalho, sem interferências, sem ingerências ou curiosidade mascarada por um direito de reportagem que não pode ultrajar outros direitos inalienáveis da pessoa”.
As palavras do padre refletiram o tom dominante do ato religioso: luto, surpresa e um apelo à responsabilidade pública. Entre os presentes, abundaram manifestações de dor e silêncio. Familiares choraram, lembranças foram compartilhadas em voz baixa e a comunidade procurou reconciliar a necessidade de memória com o respeito às investigações em curso.
Como repórter com rotina de apuração e cruzamento de fontes, registro que o caso segue sob investigação pelas autoridades competentes, e que qualquer interpretação ou conjectura pública deve ceder lugar ao trabalho técnico dos investigadores. A prioridade, na linha dos fatos brutos, é garantir que o processo apuratório transcorra com rigor e que sejam preservados os direitos da vítima, da família e da comunidade.
O funeral de Federica Torzullo reuniu, assim, a dimensão privada do luto e o imperativo público de respitar procedimentos formais. A celebração em Regina Pacis teve caráter contido; restou o apelo pelo fim da exposição desnecessária e a confiança de que a investigação esclarecerá, com evidências, as circunstâncias que envolveram a morte.
Fatos brutos, apuração rigorosa e respeito às vítimas: essa é a prioridade que mantenho na cobertura deste episódio, com o compromisso de atualizar os leitores conforme novos elementos oficiais forem disponibilizados.






















