Duas fotografias divulgadas pela emissora francesa Bfm TV podem registrar o provável momento de innesco (início) do incêndio que consumiu a boate-bar Le Constellation, em Crans-Montana (Suíça), durante a noite de Ano Novo.
As imagens, segundo a reportagem, foram feitas por sobreviventes no interior do estabelecimento e encaminhadas ao veículo. Elas documentam a atmosfera dos festejos pouco antes do sinistro: um ambiente lotado, pessoas comemorando a virada e garrafas de espumante com velas e ornamentos brilhantes.
Em uma das fotos é possível identificar bengalas e fontes pirotécnicas (fontes luminosas) acesas em proximidade do teto, em um salão repleto de convidados. Outra imagem mostra a espuma aplicada no forro do local já envolta pelas primeiras chamas, indício de que as faíscas das fontes pirotécnicas podem ter atingido materiais inflamáveis acima da pista.
Fontes ouvidas pela imprensa francesa afirmam que o uso desses dispositivos pirotécnicos no interior do bar teria sido determinante para o começo do fogo. A segunda fotografia divulgada pela emissora parece capturar o momento exato da ignição: pequenas chamas e faíscas ascendendo na direção do forro, onde o material de isolamento ou decoração começa a arder.
As imagens foram feitas no ambiente do porão do Le Constellation, segundo a apuração: em uma delas aparecem duas pessoas segurando garrafas de champanhe; uma delas, erguida sobre os ombros da outra, encontra-se muito próxima ao teto — posição que pode ter aumentado o risco caso houvesse pirotecnia ativa por perto.
Até o momento, o incêndio provocou mais de 40 mortes e deixou dezenas de feridos, de acordo com um balanço ainda provisório. As autoridades suíças deram início a uma investigação para apurar as causas do incêndio, verificar o cumprimento das normas de segurança do local e determinar responsabilidades sobre a eventual utilização de fogos ou aparelhos pirotécnicos em espaço fechado.
A divulgação dessas fotografias pode ser relevante para as apurações, ao fornecer um registro visual das condições imediatamente anteriores ao desastre. Investigadores deverão analisar os arquivos originais, horários e metadados das imagens, além de ouvir testemunhas e comparar com outros materiais disponíveis para reconstruir a dinâmica do incidente.
As investigações seguem em curso e as autoridades ainda não emitiram um parecer definitivo sobre as causas. Familiares das vítimas e sobreviventes aguardam esclarecimentos mais detalhados sobre as circunstâncias que levaram ao trágico desfecho.






























