Uma família de nove pessoas foi hospitalizada em Milão depois de sofrer uma possível intoxicação por monóxido de carbono ao acender um braseiro dentro da residência para se aquecer. O caso ocorreu em Carugate, na província de Milão, em uma casa localizada na via Etna.
Segundo os primeiros levantamentos feitos no local pelos bombeiros, seis adultos e três menores foram socorridos e levados ao hospital Niguarda. As equipes acreditam que as emissões de monóxido de carbono — possivelmente provenientes das chamas expostas do braseiro — tenham provocado os sintomas que levaram à hospitalização.
Durante a apuração in loco, constatou-se que o imóvel não era equipado com um sistema de aquecimento fixo: os fogões presentes eram de indução. Não havia, portanto, um sistema central de aquecimento que justificasse o uso de um equipamento improvisado como o braseiro.
Os pacientes estão sob tratamento em câmara hiperbárica no Niguarda. A câmara cria um estado de hiperoxigenação que aumenta a capacidade do sangue de transportar oxigênio aos tecidos, técnica indicada em casos de intoxicações por monóxido e para acelerar a recuperação em feridas e úlceras. Até o momento, as condições clínicas detalhadas dos internados não foram divulgadas pelas autoridades de saúde.
Os bombeiros permaneceram no endereço para investigar as causas exatas do incidente, recolher evidências e avaliar riscos residuais. A hipótese principal das equipes técnicas é que o braseiro, por produzir combustão incompleta em ambiente fechado, gerou uma concentração perigosa de monóxido de carbono, gás inodoro e potencialmente letal quando inalado em altas concentrações.
O episódio reforça os alertas das autoridades sobre o uso de fontes de calor improvisadas em ambientes fechados. Em raio-x do cotidiano, especialistas lembram que o monóxido de carbono não tem cor nem cheiro e pode provocar dores de cabeça, náuseas, confusão mental, perda de consciência e, em casos severos, a morte. Sistemas de aquecimento adequados e detectores de monóxido constituem medidas preventivas essenciais.
O caso em Carugate será objeto de apuração complementar, incluindo a verificação das condições do equipamento usado e se havia ventilação suficiente no imóvel. Haverá ainda o cruzamento de fontes para confirmar horários, sintomas iniciais e o percurso assistencial da família desde o atendimento até a internação em câmara hiperbárica.
Atualizações sobre o estado de saúde dos internados e resultados das perícias serão divulgadas conforme as informações forem confirmadas pelas autoridades competentes.




























