Por Giulliano Martini — Apuração e relato direto. O ex-polemista italiano Fabrizio Corona, 51 anos, reacendeu alarmes nas redes sociais ao publicar duas imagens em sua conta no X que o mostram em um ambiente médico. As fotos, acompanhadas pela mensagem em italiano “Non mi state fermando. Mi state ricreando” (“Vocês não me param. Vocês me estão recriando”), exibem o ex-empresário deitado em um leito enquanto sensores semelhantes aos de um eletrocardiograma parecem estar aplicados ao seu corpo.
O detalhe que mobilizou imediatamente a atenção dos internautas é o registro no monitor ao lado do leito: os parâmetros de pressão arterial indicam 167/110. Independentemente da identidade do paciente, valores nessa faixa são considerados elevados por critérios clínicos e foram destacados diversas vezes nos comentários publicados no próprio post.
Seguidores reagiram com mensagens de preocupação e recomendações. Em tradução livre, alguns comentários lidos no post dizem: “Só falta o infarto. Agora não, Fabrizio! Reage, vida saudável, muito amor”; e “Recupere-se, Fabrizio — pressão muito alta”. As citações reproduzem o teor das respostas públicas e refletem o tom alarmado de quem acompanha a conta.
Como repórter, mantenho a linha de apuração limpa: as imagens publicadas mostram Corona em ambiente médico e registram os números no monitor, porém não permitem, por si só, diagnosticar ou confirmar o contexto clínico completo — tratamento, histórico médico, monitorização temporária ou resultados de exames complementares não foram tornados públicos. O que é verificável nas imagens é apenas o valor exibido no equipamento.
Em termos práticos, um valor de 167/110 é interpretado por profissionais de saúde como hipertensão em nível que costuma exigir atenção. Ainda assim, interpretação final e prognóstico dependem de avaliação clínica completa, que inclui sintomas, exames laboratoriais e histórico prévio. A publicação de imagens com leituras clínicas costuma gerar reação imediata do público, que associa números a risco imediato — reação compreensível, mas que demanda cautela editorial antes de transformá-la em diagnóstico.
Este registro de Corona nas redes acontece em meio à constante atenção midiática que acompanha figuras públicas após episódios de saúde ou internações. A publicação no X foi seguida por comentários, compartilhamentos e pedidos para que o próprio ex-empresário esclareça seu estado. Até o fechamento desta reportagem, não havia comunicado oficial do próprio Corona ou de equipe médica que confirmasse o quadro clínico por trás das imagens.
A Espresso Italia segue a política de cruzamento de fontes: acompanhar publicações subsequentes, buscar eventuais comunicados e checar com representantes oficiais antes de qualquer conclusão. A realidade traduzida aqui é a dos fatos brutos observáveis nas imagens — fotos que, por si só, justificam preocupação pública, mas não permitem inferências médicas definitivas.
Atualizaremos esta nota assim que surgirem informações oficiais ou novos elementos verificáveis.





















