Por Giulliano Martini — Apuração in loco e cruzamento de fontes. Na manhã de 19 de janeiro, cerca de uma centena de jovens concentraram-se diante da entrada do Instituto Einaudi-Chiodo, em La Spezia, para exigir respostas pela morte de Youssef Abanoub, o estudante de 18 anos esfaqueado no interior da instituição.
O cenário foi de forte comoção e momentos de tensão. Um cartaz com os dizeres “Vogliamo giustizia” foi afixado às portas da escola por uma aluna erguida nos ombros de um colega — gesto simbólico para tornar visível a demanda dos jovens à comunidade e às autoridades locais. Havia representatividade de vários estabelecimentos: além do Einaudi-Chiodo, participaram alunos dos liceus Mazzini e Fossati e de outros institutos superiores da cidade.
Durante a vigília, manifestantes exibiram placares que acusavam diretamente o corpo docente. Em um deles lia-se: “I prof sono complici”. Alguns tentaram bloquear a entrada do prédio, resultando em um confronto verbal — e, em um caso, físico — com um colaborador escolar. A intervenção da Digos foi decisiva para dispersar parte do grupo e controlar os ânimos, embora tenha gerado apreensão entre os presentes.
A mobilização terminou em frente ao Tribunale da cidade; em seguida, parte dos participantes dirigiu-se ao obituário onde o corpo de Youssef Abanoub permanece à disposição da magistratura. Foi determinada a realização de autópsia.
Na véspera, a direção do instituto publicara no site oficial uma nota assinada pela dirigente Gessica Caniparoli, anunciando o início de um “percorso di elaborazione del tragico lutto” para a comunidade escolar e disponibilizando apoio psicológico. Em paralelo, a administração municipal, após hesitações iniciais do prefeito Pierluigi Peracchini, decretou luto municipal no dia dos funerais de Youssef.
Os fatos já registrados — morte por ferimento penetrante dentro da escola, presença de forte comoção estudantil, a ordem de autópsia e a intervenção de forças de segurança — delineiam um quadro que exige investigação célere e transparente. Do ponto de vista jornalístico, mantemos a exigência de acesso a dados oficiais: horários precisos da ocorrência, eventual participação de terceiros, laudos preliminares e os registros internos da instituição escolar.
Relato limpo, sem ruído: a realidade traduzida em fatos brutos. Continuaremos o acompanhamento, cruzando informações das fontes judiciais, escolares e de segurança, para reconstruir a sequência dos acontecimentos e informar com precisão sobre as medidas em curso.






















