Por Giulliano Martini — Correspondente Espresso Italia em Roma
Representantes estudantis das universidades telemáticas Mercatorum, Pegaso e San Raffaele Roma apresentaram ao Ministério da Universidade e Pesquisa (MUR) e ao ministro Bernini uma carta pública que pede uma definição clara e definitiva sobre a realização de exames online. A iniciativa, aberta à assinatura de toda a comunidade estudantil — de instituições telemáticas e presenciais — descreve um quadro de incerteza e preocupação crescente entre os alunos dessas universidades.
No texto dirigido ao MUR, os estudantes afirmam agir com «respeito às instituições e espírito construtivo», sem pretender reivindicar exceções ou atalhos, mas solicitando «uma escolha política e de sistema corajosa, orgânica e definitiva» sobre a didática remota e as verificações de aprendizagem à distância. Eles pedem que qualquer decisão preserve a qualidade do ensino ao mesmo tempo em que garanta certeza e transparência para os estudantes.
Os signatários sublinham a necessidade de um «debate público, aberto e construtivo» que envolva todas as componentes universitárias — e em especial os estudantes — para evitar que posições predominantemente ideológicas ou instrumentais restrinjam o acesso ao ensino superior de uma parte crescente do corpo discente.
Os estudantes reconhecem que as Linee generali di indirizzo sobre oferta formativa a distância (referidas no DM n. 1835 de 6 de dezembro de 2024) estabelecem como regra a realização das verificações de aprendizagem e dos exames finais em presença, admitindo apenas deroga pontuais e a possibilidade de integração futura em função da evolução tecnológica. Esse quadro normativo é citado com precisão pelos representantes, que não negam a razão de ser da regra: garantir a integridade das provas, a uniformidade e a credibilidade do sistema com controles adequados.
«A qualidade do assessment não é negociável», afirmam os estudantes. Em consonância com essa premissa, defendem que a discussão não se reduza a uma dicotomia impropria entre «rigor» e «flexibilidade». O objetivo proposto é distinto e técnico: manter os mesmos padrões de avaliação e, simultaneamente, ampliar o acesso ao ensino.
Os líderes estudantis lembram ainda posições públicas do próprio Ministério segundo as quais a qualidade deve ser assegurada «a prescindere dalle modalità di erogazione», defendendo um sistema com regras comuns que possam conciliar garantia de qualidade e modalidades remotas de verificação.
Da apuração do conteúdo da carta e do cruzamento de fontes, fica evidente que a solicitação não é um pleito corporativo, mas uma demanda por clareza normativa e processo decisório participativo. A questão coloca o governo frente a uma escolha política: manter a regra de presencialidade como padrão, com exceções restritas, ou desenhar um conjunto de normas que permita a realização sistemática e segura de exames online, assegurando controles e padrões técnicos uniformes.
Registramos a entrega da carta ao MUR e aguardamos resposta formal. A matéria, por suas implicações jurídicas e sociais, exige acompanhamento técnico e transparência no processo de decisão — o que será objeto de próximas atualizações desta redação.


















