27 de janeiro de 2026 — Em audiência nas Comissões Reunidas VIII (Ambiente, Território e Obras Públicas) e X (Atividades Produtivas, Comércio e Turismo) da Câmara dos Deputados, representantes da União Geral do Trabalho (UGL) defenderam que a Lei de Delegação sobre **nuclear sustentável** constitui um passo prático na direção correta para enfrentar a crise de custos energéticos que afeta a indústria italiana.
Luigi Ulgiati, vice-secretário geral da UGL, e Luca Pizzingrilli, dirigente confederal, apresentaram exposição técnica e recomendações durante a audiência sobre a proposta de “Delega ao Governo em matéria de energia nuclear sustentável”. As posições foram transmitidas com ênfase no cruzamento de dados e na necessidade de medidas concretas que contemplem toda a cadeia produtiva.
Segundo os peritos sindicais, o atual aumento dos preços de energia e a exposição às flutuações do gás e da eletricidade compromete seriamente a competitividade do setor industrial. “O risco real é perda de competitividade e novas deslocalizações”, registrou Ulgiati, em tom objetivo. O diagnóstico foi apresentado como um conjunto de fatos brutos respaldados por indicadores de mercado e projeções de consumo.
Na exposição, a UGL destacou que, com estimativas que apontam para o dobro do consumo elétrico até 2050, a produção interna atual é insuficiente. Nesse contexto, o novo nuclear sustentável é apontado como essencial para garantir estabilidade, segurança de abastecimento e previsibilidade de preços. A avaliação técnica sustenta que o nuclear deve integrar — e não substituir — as fontes renováveis, compondo um sistema energético equilibrado.
Do ponto de vista operacional, Ulgiati e Pizzingrilli enfatizaram a necessidade de um quadro normativo enxuto, favorável à inovação. Entre as prioridades apontadas durante a audiência estão a conclusão das responsabilidades históricas, a construção do Depósito Nacional para resíduos e a remoção de entraves burocráticos que impedem a adoção de tecnologias avançadas.
Como estratégia de transição, a UGL propõe uma roadmap que inicie pelos SMR (reatores modulares pequenos) e progrida até reatores avançados, somando capacitação técnica e cadeia industrial. A aproximação inclui a expectativa de criação de emprego qualificado e valorização de uma cadeia de fornecimento já competitiva na Europa.
Os sindicalistas também sublinharam a importância da informação científica, do consenso público e do investimento em capital humano como vetores para viabilizar a nova política energética. “A Lei de Delegação representa um passo na direção certa”, concluíram, condicionando o sucesso a medidas regulatórias claras e investimentos contínuos.
Relato assinado por Giulliano Martini. Apuração in loco e cruzamento de fontes primárias e institucionais garantiram a precisão técnica desta reportagem.






















