Roma — Em um ato institucional marcado por referências à missão humanística do ensino superior, a Universidade Campus Bio‑Medico (Ucbm) inaugurou o seu 33º ano acadêmico sob o lema “educar a inteligência, cultivar a humanidade”. A cerimônia, realizada em Roma, ocorreu num momento de profundas transformações tecnológicas e organizacionais no sistema universitário, e reuniu pesquisadores, estudantes, gestores e representantes institucionais.
O presidente da Ucbm e da Fundação Policlinico Universitario Campus Bio‑Medico, Carlo Tosti, abriu o evento destacando a necessidade de manter o foco na pessoa humana em meio à velocidade das mudanças contemporâneas. “Num mundo atravessado por mudanças muito rápidas, queremos trazer a atenção de volta ao homem e ao que o torna único: inteligência e humanidade“, afirmou Tosti. Segundo ele, esses valores condensam a essência da missão institucional: a ciência a serviço do homem.
A cerimônia teve início com a celebração de missa presidida pelo cardeal Baldassarre Reina, vigário geral da Diocese de Roma. Em seguida, a sessão solene na Aula Magna foi aberta pelos cumprimentos do próprio presidente Carlo Tosti e do administrador delegado e diretor‑geral, Andrea Rossi.
Mais de 500 pessoas acompanharam a inauguração, entre estudantes, docentes, ex‑alunos, autoridades e representantes do setor empresarial. Compareceram igualmente 20 reitores e delegados de outras universidades italianas, sinalizando intercâmbio e diálogo entre instituições num cenário de urgências científicas e sociais.
Em representação da ministra da Universidade e da Pesquisa, Anna Maria Bernini, falou a deputada Cristina Rossello. Na sua intervenção, Rossello sublinhou a centralidade de um modelo formativo que combine excelência científica com formação humana. “O ministro e o ministério apoiam com ações concretas o fortalecimento da pesquisa científica e da formação de excelência, colocando o mérito no centro do sistema universitário italiano”, disse a representante, acrescentando que investir nas ciências da vida é investir no futuro do país.
Rossello reforçou ainda a importância de preparar jovens pesquisadores e estudantes para governar a complexidade sem perder o senso crítico: “Educar a inteligência significa ensinar a governar a complexidade sem diluir o juízo crítico. É nosso dever garantir instrumentos para formar não apenas técnicos competentes, mas cidadãos conscientes num mundo cada vez mais interconectado”.
A nota institucional divulgada pela universidade ressalta que o fio condutor da solenidade foi o papel dos atenei na governação da inovação — isto é, formar profissionais capazes de conciliar excelência científica, responsabilidade social e valores humanos e cristãos. A Ucbm posiciona‑se, assim, como espaço de diálogo entre ciência, ética e serviço à pessoa.
Apuração in loco e cruzamento de fontes indicam que a inauguração serviu também para reforçar redes de colaboração entre universidade, hospitais universitários e o setor produtivo, pontuando necessidades conjuntas em pesquisa e formação. A Ucbm insiste na agenda de transformar conhecimento acadêmico em impacto social mensurável, com atenção ao mérito e à preparação para desafios tecnológicos emergentes.
O evento deixou um recado claro à comunidade acadêmica e às instituições públicas: a contemporaneidade exige respostas que integrem avanços científicos e compromisso humano. Em linguagem direta, a Ucbm reafirmou sua missão: ciência para o homem, com formação que privilegia tanto a inteligência quanto a humanidade.






















