Roma, 30 jan. (Adnkronos/Labitalia) — Enquanto a inovação tecnológica redesenha com rapidez inédita os cenários da segurança, a Europa enfrenta a exigência de responder a novos equilíbrios geopolíticos e à concorrência dos grandes atores globais da tecnologia. Em debate em Roma, durante a aula inaugural do Master universitário di II livello in homeland security da Università Campus Bio‑Medico di Roma (Ucbm), foram traçadas as linhas de um caminho possível para a Itália e a União Europeia consolidarem posições estratégicas nas tecnologias abilitantes e na transição digital.
Organizado pela Ucbm Academy e dirigido pelo professor Roberto Setola, ordinário de Automática na faculdade de engenharia da Ucbm, o curso chega à sua XVIII edição como referência para instituições públicas e empresas privadas na formação de profissionais dedicados à prevenção e à gestão de ameaças, com ênfase nas dimensões físico‑operacionais e ciber.
“O master em homeland security da Ucbm chegou à sua décima oitava edição — destacou Setola —. É um curso desenhado para formar profissionais da segurança com uma visão holística, que integra segurança física, lógica e cyber. O master acredita na colaboração público‑privada, partindo do princípio de que ninguém assegura sozinho a segurança: é um dever ético e moral, e não um custo, mas um investimento para as empresas. Ao longo destes dezoito anos, nossos alunos relataram satisfação com o que aprenderam e aplicaram em seus contextos profissionais.”
Na aula inaugural, o Questore de Roma, Roberto Massucci, sublinhou a importância do encontro entre instituições e jovens profissionais. “Hoje é um dia importante porque, como representante das instituições, tenho a oportunidade de encontrar os jovens do master em Homeland Security, profissionais interessados no mundo da segurança e no seu futuro. Discutimos a necessidade de proteger territórios e comunidades e o valor acrescentado que empresas e indivíduos trazem à segurança do sistema, por meio de uma colaboração cada vez mais estruturada entre o setor público e o privado. O objetivo é um aperfeiçoamento contínuo capaz de construir o bem‑estar da comunidade”, afirmou o Questore.
O painel de abertura enfatizou dois desafios concretos e simultâneos: a escassez de perfis profissionais especializados e a volatilidade normativa face à rápida evolução tecnológica. Não bastam competências isoladas; é preciso que as organizações disponham de tecnologias abilitantes e de metodologias integradas para transformar conhecimento em resiliência operacional e proteção de infraestruturas críticas.
O master da Ucbm funciona como ponto de contato entre o mundo acadêmico, as forças de segurança e o setor empresarial, oferecendo formação especializada em prevenção de riscos cibernéticos, gestão de crises e sistemas de segurança. A aposta é formar quadros capazes de atuar em cenários complexos, onde a fronteira entre ataques físicos e digitais se torna cada vez mais indistinta.
Da sala de aula às políticas públicas, a mensagem repetida pelos palestrantes foi clara: sem um compromisso conjunto — com regulamentos atualizados, investimentos em pesquisa e desenvolvimento e um fluxo contínuo de profissionais qualificados — a Europa perderá margem de manobra perante os grandes centros de inovação. O master da Ucbm, neste contexto, reafirma seu papel de incubadora de capacidades críticas para a segurança nacional e europeia.
Apuração in loco, cruzamento de fontes e foco em fatos brutos: esse foi o fio condutor da manhã em Roma, que serviu para desenhar um raio‑x do cotidiano da segurança no tempo da transformação digital e para delinear prioridades práticas para a formação e a cooperação institucional.






















