Por Giulliano Martini — Em Roma, o Campus Bio-Medico (UCBM) abriu oficialmente o seu 33º ano acadêmico reafirmando um propósito central: conciliar avanço científico e formação humana. A cerimônia, com o tema “Educar a inteligência, cultivar a humanidade”, reuniu mais de 500 participantes entre estudantes, docentes, alumni, autoridades e representantes do setor privado, e reafirmou a vocação da universidade para uma ciência a serviço da pessoa.
O campus conta hoje com cerca de 4 mil estudantes de mais de 40 nacionalidades, números que servem de evidência para a expansão da comunidade acadêmica e para o papel crescente da instituição num cenário de rápidas transformações tecnológicas e sociais. Em seu discurso de abertura, o presidente Carlo Tosti — também à frente da FPUCBM (Fundação Policlinico Universitário Campus Bio-Medico) — sublinhou a prioridade: “em tempos de mudanças aceleradas, precisamos voltar a atenção para o homem e para aquilo que o torna único: inteligência e humanidade“. Para Tosti, esses vetores definem a missão do campus: formar profissionais capazes de gerar valor para a sociedade.
A inauguração foi precedida pela missa celebrada pelo cardeal Baldassarre Reina, vigário geral da Diocese de Roma. Na Aula Magna, além do presidente Tosti, abriram a sessão Andrea Rossi, administrador delegado e diretor-geral do hospital-universidade, e a deputada Cristina Rossello, que representou a ministra da Universidade e da Pesquisa, Anna Maria Bernini.
Em nome do ministério, Rossello validou o modelo educativo defendido pela UCBM: integrar excelência científica e formação humana. Segundo ela, o ministério aposta no fortalecimento da pesquisa e na promoção do mérito, destacando que investir nas ciências da vida é investir no futuro do país. A representante ressaltou a necessidade de preparar estudantes e jovens pesquisadores não só como técnicos competentes, mas como cidadãos críticos e conscientes num contexto global interconectado.
O evento também contou com a presença de cerca de 20 reitores e delegados de outras universidades italianas, além de lideranças do sistema de saúde e da pesquisa. Entre os oradores, o presidente do Instituto Superior de Saúde, Rocco Bellantone, alertou para a necessidade de equilíbrio entre o progresso tecnológico e a dimensão ética e social das inovações. Em sua intervenção — consonante com o tom do dia — Bellantone defendeu que a tecnologia deve estar submetida a critérios que preservem a dignidade humana e garantam impacto social positivo.
Ao longo da cerimônia foram destacados pontos cruciais para o futuro da universidade: governança da inovação, interdisciplinaridade, internacionalização e a responsabilidade social das instituições acadêmicas. A UCBM reforçou, por meio de declarações institucionais e do encontro público, sua intenção de ser estratégia ativa na tradução do conhecimento em soluções de saúde e bem-estar para a população.
Do ponto de vista jornalístico, a inauguração ofereceu um raio-x das prioridades do ensino superior em momentos de transformação: a conjunção entre tecnologia e ética, a centralidade do indivíduo no processo formativo e o papel das universidades como pontes entre pesquisa e sociedade. A presença de uma comunidade multicultural de 4 mil alunos confirma que o Campus Bio-Medico se posiciona hoje como um ator relevante na formação de profissionais preparados para os desafios contemporâneos.
Em termos práticos, as mensagens centrais repetidas pelos oradores — educar a inteligência, cultivar a humanidade, e governar a inovação — traduzem-se em compromissos que passarão por currículo, projetos de pesquisa e parcerias institucionais nos próximos meses. A apuração in loco e o cruzamento de fontes indicam que a UCBM pretende manter ritmo de expansão e aprofundar iniciativas que conectem a produção científica ao impacto social.
Dados verificados: 33º ano acadêmico; aproximadamente 4.000 estudantes de 40 nacionalidades; participação de mais de 500 pessoas; presença de 20 reitores/delegados; missa celebrada pelo cardeal Baldassarre Reina; Carlo Tosti (presidente UCBM e FPUCBM); Andrea Rossi (AD e diretor-geral); Cristina Rossello representando a ministra Anna Maria Bernini; participação de Rocco Bellantone, presidente do Instituto Superior de Saúde.






















