Roma, 21 de janeiro de 2026 — Realizou-se hoje em Roma o evento conclusivo do roadshow Sace ‘Energie per il futuro dell’export’, iniciativa da agência de crédito à exportação diretamente participada pelo Ministério da Economia e das Finanças. O percurso itinerante envolveu mais de 400 empresas, com sete etapas em cidades italianas — Milão, Veneza, Bolonha, Florença, Nápoles, Bari e Roma — e uma sessão em Dubai. As etapas aconteceram nas sedes da Sace, definidas pela organização como verdadeiras casas das empresas, concebidas para apoiar o crescimento das empresas na Itália e no exterior.
O programa teve como objetivo principal coletar os novos requisitos das empresas italianas face a um cenário econômico em transformação. Segundo o material apresentado, o roadshow serviu para identificar prioridades que orientarão as estratégias e os instrumentos que a Sace implementará no médio prazo, com foco em maximizar o potencial de crescimento do export e salvaguardar as filiere estratégicas do Made in Italy.
Na etapa final em Roma, além de ouvir representantes de empresas do Lácio, Abruzos e Molise, a programação trouxe depoimentos de grandes campeãs de cadeia produtiva, como Fincantieri e Leonardo. Foram também apresentadas as principais evidências e tendências extraídas dos quatro meses de encontros territoriais.
O presidente da Sace, Guglielmo Picchi, afirmou que o roadshow ocorreu em um momento histórico de reconfiguração das cadeias de valor e dos fluxos comerciais, com novas economias crescendo rapidamente e abrindo oportunidades comerciais. Picchi lembrou que a Itália conta com mais de 120 mil empresas exportadoras, que respondem por aproximadamente 4,3 milhões de postos de trabalho e geram cerca de um terço do Produto Interno Bruto. “Sustentar o export é sustentar o futuro do país”, disse o presidente, em síntese do diagnóstico apresentado.
Para o diretor-executivo da Sace, Michele Pignotti, “ouvir o território” foi condição essencial para entender desafios e oportunidades, e para calibrar instrumentos que deem nova energia às empresas e ao export italiano. Pignotti destacou que as demandas das empresas não se limitam a financiamento: existe uma necessidade clara de informações, garantias e acompanhamento que lhes permitam transformar a excelência do Made in Italy em presença mais sólida nos mercados internacionais.
O evento em Roma contou com a presença do corpo diretivo da Sace e dos advisors territoriais, e abriu com apresentação de um relatório do Ufficio Studi da agência, que sistematizou os sinais coletados durante o roadshow. O material reunido oferece um retrato das prioridades setoriais e territoriais, útil para orientar políticas públicas e instrumentos financeiros orientados para a internacionalização.
Em termos operacionais, o balanço apresentado enfatizou a necessidade de uma ação em cadeia: medidas que integrem cobertura de risco, apoio informativo e facilitação de acesso a mercados. Os representantes empresariais ouvidos reforçaram pedidos por ferramentas que possibilitem diversificação de destinos comerciais e maior proteção contra volatilidade e riscos políticos.
O encerramento do roadshow foi tratado pela direção da Sace como ponto de partida. O diagnóstico produzido será agora utilizado para desenhar linhas de atividade e priorizar intervenções que deem suporte ao crescimento das empresas exportadoras italianas. Em linhas práticas, a agência pretende transformar os insumos colhidos em produtos e serviços que auxiliem as empresas a consolidar e ampliar sua presença nos mercados externos.
Apuração e cruzamento de fontes neste despacho refletem os fatos apresentados pela organização e os depoimentos coletados durante as etapas do roadshow, oferecendo um quadro objetivo e verificável sobre os próximos passos planejados pela Sace para fortalecer o export do Made in Italy.





















