Em discurso na cerimônia de inauguração do 33º ano acadêmico, o reitor Rocco Papalia reafirmou que serviço e presença são pilares insubstituíveis da experiência universitária. A declaração ocorreu no Campus Bio-Medico de Roma e foi proferida diante de docentes, estudantes e autoridades acadêmicas.
Segundo Papalia, a universidade deve primar por quatro elementos que definem sua missão: internacionalização, proximidade, seleção e, sobretudo, serviço aos docentes e aos valores institucionais. “O que queremos transmitir hoje aos nossos estudantes é que internacionalização, proximidade, seleção e sobretudo serviço — serviço aos docentes e aos nossos valores — são elementos insubstituíveis”, afirmou o reitor.
Na mesma intervenção, Papalia destacou o caráter concreto e presencial da formação universitária: “A universidade vive através da presença constante dos estudantes nas aulas e nos corredores, onde, pelo exemplo dos docentes, podem construir o seu futuro”. Essa ênfase reafirma, na visão do reitor, que a transmissão de saberes e valores continua a depender do contato direto entre professores e alunos — um espaço que, segundo ele, não pode ser substituído por entidades privadas ou modelos empresariais.
O reitor também ressaltou o simbolismo de uma governança liderada, em parte, por ex-alunos da instituição. “É a passagem do testemunho a que acreditamos muito: docentes que formaram, através de valores fundantes, e estudantes que, crescidos nestas aulas, hoje aplicam o seu bagagem profissional e humano”, disse Papalia. O apontamento sublinha uma continuidade institucional baseada no vínculo formativo entre gerações.
Ao olhar para desafios atuais, Papalia lembrou que as universidades, apesar de mais de oito séculos de história, não são realidades ultrapassadas. “São lugares de comunicação, de aprendizagem de valores e de partilha. Esta transmissão de saberes e de papéis — do docente para o estudante e entre estudantes — não pode ser substituída por nenhuma empresa”, declarou. Para o reitor, é nesses espaços que se constroem competências e se alimenta uma dimensão internacional fundada na esperança no futuro.
Da minha apuração, cruzando o teor do discurso com a composição da mesa acadêmica e os documentos institucionais, fica claro que a mensagem central da abertura do ano não foi apenas retórica protocolar, mas uma reafirmação institucional sobre o papel público da universidade. O foco em serviço e presença aparece como resposta a debates contemporâneos sobre ensino remoto, terceirização e modelos de gestão inspirados no setor privado.
Registro final: a cerimônia reforça a prioridade dada pelo Campus Bio-Medico à formação presencial, ao vínculo entre gerações acadêmicas e à projeção internacional sustentada pela prática cotidiana nas aulas e nos corredores da universidade.






















