Roma — Os dados do Instituto Nacional de Estatística (Istat) relativos ao mercado de trabalho em novembro de 2025 revelam uma leitura otimista para a economia italiana. Em comparação anual, o número de ocupados cresceu em 179 mil pessoas, enquanto a taxa de desemprego recuou para 5,7%, o nível mais baixo desde o início das séries históricas.
Segundo avaliação do Ministério do Trabalho e das Políticas Sociais, liderado por Marina Elvira Calderone, a taxa de desemprego de novembro fica abaixo das médias da União Europeia e da zona do euro. Também foi observada uma redução relevante na desocupação juvenil, que passou a registrar 18,8%.
Em declaração oficial, Paolo Capone, secretário-geral da UGL, qualificou o resultado como um “sinal encorajador” e destacou a necessidade de consolidar as medidas adotadas até aqui. Em seu pronunciamento, Capone apontou para a importância do fortalecimento de políticas ativas de emprego e do investimento contínuo em formação e reciclagem profissional para acompanhar as transformações do mercado de trabalho.
Da apuração e do cruzamento de fontes em torno dos números, emergem algumas prioridades apontadas pelo líder sindical:
- Reforço das políticas ativas de emprego para facilitar o matching entre oferta e demanda;
- Maior investimento em formação técnica e atualização de competências, com foco nas áreas STEM;
- Adoção de instrumentos que favoreçam o turnover geracional e a inclusão de jovens no mercado de trabalho;
- Promoção de formas ampliadas de participação dos trabalhadores na gestão e nos lucros das empresas;
- Renovação das relações industriais em um modelo cooperativo entre capital e trabalho.
Capone sublinhou que, embora os números sejam positivos, é indispensável manter determinação na implementação de políticas públicas que sustentem essas tendências. Em particular, defendeu incentivos específicos para a contratação de jovens e maior sinergia entre setor público e iniciativa privada para responder à demanda por novas qualificações profissionais.
Do ponto de vista técnico, os dados de novembro confirmam uma dinâmica de recuperação do emprego que, segundo especialistas consultados, combina fatores cíclicos e efeitos de políticas setoriais. O caminho adiante exige, contudo, medidas estruturais para evitar que ganhos pontuais se revertam com choques externos ou alterações no cenário econômico global.
Em linguagem direta, sem floreios, os fatos brutos apontam para um momento favorável, mas contingente: a queda do desemprego a 5,7% é um avanço mensurável — e verificável — que precisa ser transformado em estabilidade de longo prazo por meio de políticas públicas bem calibradas e do envolvimento dos protagonistas do mercado de trabalho.




























