Em evento promovido pelo Ministério do Trabalho e das Políticas sociais, intitulado ‘Ia nel mondo del lavoro, la visione umanocentrica dell’intelligenza artificiale’, o Inail detalhou projetos inovadores e confirmou a aplicação da Inteligência Artificial nas instruções dos pedidos do Bando Isi. A iniciativa reforça um movimento estruturado de prevenção de acidentes e de apoio às empresas por meio de financiamentos a fundo perdido.
O Bando Isi, em vigor desde 2010, destina recursos a empresas que introduzem soluções tecnológicas, organizacionais e de gestão para elevar os padrões de saúde e segurança no local de trabalho. Segundo a apresentação do instituto, a partir de 2017 o processo foi substancialmente redesenhado, com foco na digitalização e na padronização técnica.
As intervenções realizadas incluem a classificação padronizada dos tipos de projeto admissíveis, a rastreabilidade de cada evento de atualização do estado da prática, a decomposição da avaliação técnico-administrativa em controles elementares e a digitalização de peritagens e documentos. As mudanças envolveram também a relação com o público, que passou a ocorrer por via digital, inclusive no pedido de esclarecimentos ou integrações durante a fase instrutória.
Esse conjunto de reformas constituiu a base técnica necessária para inserir soluções evolutivas apoiadas por algoritmos e modelos de Inteligência Artificial. A plataforma agora realiza análises complexas para recolher informações, regras e relações, permitindo aplicar modelos de IA na verificação dos requisitos do edital. Os fluxos de decisão seguem os percursos avaliativos dos profissionais técnicos e dos funcionários administrativos, propondo soluções com base numa larga base de dados interna e em casos análogos.
De acordo com os responsáveis, a avaliação assistida por IA já está disponível em fase experimental para alguns utilizadores especializados. O objetivo é apoiar o trabalho dos avaliadores humanos, acelerar a tramitação e uniformizar os critérios técnicos, sem substituir o juízo profissional, mas oferecendo subsídios consistentes e verificáveis.
Um passo subsequente previsto é a criação de um Observatório que sistematize as melhores práticas e as transforme em ‘casos tipo’ úteis ao público. A partir dessa base de conhecimento será possível gerar fichas informativas e casos de uso para cada categoria de projeto, apresentando às empresas um leque de soluções admissíveis pelo Bando Isi para cada atividade produtiva.
Na prática, o objetivo do Observatório é extrair experiências positivas da base de dados e orientar a empresa já na fase de pedido de financiamento, elevando a qualidade dos projetos apresentados ao Inail. Em perspectiva, esse acervo técnico poderá também ser utilizado para acompanhar o empreendedor durante a elaboração da solicitação, com impacto direto na eficiência das aprovações e na efetividade das intervenções de prevenção.
O relato do instituto, apresentado em contexto institucional, foi acompanhado de dados operacionais sobre a implementação digital e de sinais de experimentação tecnológica. A apuração in loco e o cruzamento de fontes indicam que a estratégia visa reduzir a variabilità procedimental e consolidar um repositório de conhecimentos replicáveis, transformando experiência acumulada em ferramentas práticas para aumentar a segurança laboral.
Esses desenvolvimentos marcam uma etapa importante na convergência entre políticas de prevenção e tecnologia aplicada, enfatizando a necessidade de controles transparentes, auditáveis e orientados por evidência, com a Inteligência Artificial atuando como instrumento de suporte e não como substituto do julgamento técnico.






















