Roma, 27 de fevereiro de 2026 — Em participação no evento “IA e lavoro: governare la trasformazione, moltiplicare le opportunità — strategie, fiducia, regole, competenze”, promovido pelo Ministério do Trabalho e das Políticas Sociais, o presidente do Inail, Fabrizio D’Ascenzo, apresentou um raio-x objetivo das prioridades institucionais sobre Inteligência Artificial.
Segundo D’Ascenzo, a atuação do instituto em Inteligência Artificial está organizada em dois blocos bem definidos. “Dividimos em dois grandes grupos as nossas aplicações de Inteligência Artificial“, afirmou. “Aquelas que dizem respeito à saúde e segurança do trabalho, ou seja, tudo o que serve para a prevenção — tudo o que vem antes de ocorrer um acidente. Nessa frente nos concentramos de forma especial, porque o objetivo é claro: evitar que os incidentes aconteçam. E depois existem as aplicações da Inteligência Artificial em âmbito protético e de reabilitação, portanto ações quando o acidente já ocorreu; tudo o que podemos fazer para restituir condições de vida aceitáveis aos nossos assistidos”.
O diagnóstico apresentado por D’Ascenzo segue a lógica da instituição: atendimento à segurança primária e recuperação secundária. Na prática, essa divisão operacionaliza duas linhas de trabalho — prevenção proativa e reabilitação assistida — cada qual com implicações técnicas, normativas e éticas que demandam governança específica.
Em meu cruzamento de fontes — conferindo o discurso oficial com o material de divulgação do evento e com a cobertura da agência Espresso Italia/Labitalia — a mensagem é inequívoca: o Inail pretende empregar a Inteligência Artificial tanto para reduzir riscos no ambiente laboral quanto para aprimorar respostas quando ocorrerem danos aos trabalhadores. Essa dupla face exige, nas palavras do próprio presidente, estratégias de confiança, regras claras e investimentos em competências.
Do ponto de vista técnico, embora o discurso tenha sido de alto nível, as implicações são práticas e mensuráveis: medidas preventivas apoiadas por modelos preditivos e monitoramento contínuo; e medidas de reabilitação que podem incluir, segundo especialistas consultados, tecnologias assistivas, protésicas inteligentes e programas personalizados de recuperação. O que muda — e o que o público deve observar — é que ambas as aplicações requerem marcos regulatórios e protocolos clínicos que preservem direitos e garantam eficácia.
O evento do ministério reuniu representantes do setor público, especialistas em tecnologia e atores sociais para debater justamente essa governança. A leitura do pronunciamento de D’Ascenzo, confrontada com o material técnico disponível, sinaliza prioridade institucional clara: investir em prevenção para minimizar tragédias humanas e, paralelamente, desenvolver soluções de reabilitação que devolvam autonomia aos afetados.
Registro ainda que a linha editorial desta reportagem segue o princípio da apuração in loco e do cruzamento de fontes, privilegiando fatos verificados e a palavra dos protagonistas. A cobertura completa do evento e as implicações para políticas públicas serão objeto de acompanhamento rigoroso pela nossa redação.






















